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Casagrande deve acompanhar de perto composições municipais do PSB

As declarações do ex-governador Renato Casagrande, falando em nome da Fundação João Mangabeira, de que as coligações para a eleição deste ano em municípios com mais de 40 mil habitantes ficarão a cargo da executiva estadual do PSB, mostram como o socialista está preocupado em garantir um bom resultado no processo eleitoral deste ano para fortalecer o partido. 
 
O PSB saiu da eleição de 2012 com 22 prefeituras, perdeu oito municípios ao longo de 2015, com a derrota de Casagrande para o governador Paulo Hartung (PMDB) em 2014. Muitos prefeitos acabaram  ficando milindrados com a pressão do Palácio Anchieta e deixaram o PSB para mostrar a Hartung distanciamento de Casagrande. 
 
Paralelamente, Casagrande, como secretário-geral do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira, é uma importante liderança nacional para o partido e por isso, também se movimenta nacionalmente. Depois da derrota na disputa presidencial e a saída de Marina Silva do grupo para formar a Rede Sustentabilidade, o PSB ficou enfraquecido. 
 
Também pesou para esse enfraquecimento a morte de sua maior liderança nacional, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em um acidente aéreo durante a campanha eleitoral. O partido busca, desde então, recuperar seu capital político e precisa que suas lideranças se fortaleçam em suas bases. 
 
Mesmo cotado para a disputa pela prefeitura de Vitória, segunda maior vitrine eleitoral do Estado, o ex-governador preferiu apostar na manutenção da aliança com o atual prefeito Luciano Rezende (PPS), embora boa parte do mercado não acredite que o prefeito terá, em caso de vitória, a mesma lealdade que o ex-governador vem depositando no prefeito. 
 
Enquanto isso, Casagrande tem conversando com lideranças em vários municípios do Estado para tentar atrair novas nomes para o partido e marcar território nas disputas municipais. Um dos problemas para o partido é a Serra, único município de grande porte que o PSB conquistou em 2012, com Audifax Barcelos, que migrou no ano passado para a Rede. 
 
Para as lideranças do Estado, o PSB precisa superar seu problema de lacuna de quadros com capital político para manter um bom desempenho na eleição e se garantir no jogo estadual, dando a sustentação que Casagrande precisa para o enfrentamento futuro com o governador Paulo Hartung e para manter seu capital como liderança socialista de nível nacional.

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