O ex-governador Renato Casagrande tem assumido uma postura protagonista nas articulações do PSB nacional para a disputa eleitoral do próximo ano. Embora não fale sobre sua participação na disputa ao governo do Estado, o partido tem negociado apoio a 10 candidaturas estaduais, incluindo o Espírito Santo.
Em entrevista ao Estadão (08/10/17), Casagrande, que é secretário-geral do partido, falou sobre os caminhos do PSB para 2018. O partido estuda quatro propostas: trabalhar um palanque próprio à Presidência da República; ou apoiar Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) ou Geraldo Alckmin (PSDB). Mas as conversas não envolvem apenas o palanque presidencial, requerem uma contrapartida nos Estados.
Ainda segundo o Estadão, O PDT propõe uma aliança horizontal, com ninho socialista apoiando a candidatura de Ciro Gomes em troca de apoio a 10 candidaturas do PSB nos Estados. Entre elas estão São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Renato Casagrande, que coordena o programa de governo do partido para o próximo ano, afirmou ao jornal que o PSB espera reciprocidade regional de quem estiver a seu lado. “Uma aliança nacional se estabelece com interesse nacional e os regionais”, afirmou ao Estado.
No Espírito Santo, essa movimentação esbarra na conversa entre Casagrande e Rose de Freitas (PMDB). A senadora tem se colocado como candidata ao governo. Na semana passada, os dois almoçaram juntos em Brasília. Saíram do encontro afirmando que o tema tratado na conversa foi as reformas, mas nos meios políticos a especulação é de que o prato principal foi a disputa estadual.
Casagrande tem feito várias reuniões no Estado com lideranças políticas do interior para debater a conjuntura política. Já Rose de Freitas tem feito entregas de emendas nos municípios ao lado de lideranças políticas. Os dois formam um palanque que pode enfrentar o do governador Paulo Hartung nas eleições de 2018.

