O governador Renato Casagrande seria o principal cabo eleitoral do vereador Serjão Magalhães (PSB) para a presidência da Câmara de Vitória. A intenção é neutralizar o movimento que vem sendo criado na Casa de independência da gestão de Luciano Rezende (PPS) à frente da prefeitura da Capital.
Um bloco que teria quatro vereadores defende uma atuação independente, que apesar de minoria, poderia trazer problemas para o novo prefeito. O bloco conta com os vereadores do PSDB, Luiz Emauel e Neuzinha Oliveira, além do atual presidente da Casa, Reinado Bolão (PT).
Já a base governista teria hoje 11 nomes, mas a intenção é tentar convencer o restante do plenário a se integrar à base do novo prefeito para uma eleição tranquila da Mesa Diretora. O bloco da base é comandada pelo próprio Serjão e o vereador mais votado da eleição deste ano, Fabrício Gandini (PPS), ligado ao prefeito.
Mas o nome que chama a atenção no bloco de apoio é o do petista Marcelão. Apesar de o prefeito já der deixado claro que o PT não fará parte de sua administração, o vereador que é do mesmo grupo do secretário de Turismo do Estado, Alexandre Passos, e que foi eleito com o apoio do atual prefeito da Capital, João Coser (PT), permanecerá na base aliada.
A movimentação que busca emplacar o nome de Serjão Magalhães na presidência da Câmara de Vitória também não passa pela prefeitura e sim pelo Palácio Anchieta. Segundo alguns vereadores, o prefeito eleito não está influindo nas atividades de bastidores para a eleição da Mesa da Câmara, mas o governador estaria disposto a conseguir levar o sistema de unanimidade política também para a municipalidade.
Embora o PSB do governador Casagrande tenha apoiado a candidatura de Iriny Lopes (PT) à prefeitura de Vitória, havia um interesse muito grande do Palácio Anchieta também no palanque de Luciano Rezende. Foi graças costuras do governador, que o PR e o PP declararam apoio ao prefeito eleito.
A ingerência palaciana na discussão da Câmara deixa transparecer para os meios políticos que o interesse de Casagrande na Capital vai além da disputa eleitoral.