Pacificada a discussão sobre a escolha do presidente da Assembleia, com o tratado de paz entre o governador Renato Casagrande e o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), a discussão agora será sobre os demais cargos da Mesa Diretora. O governador estaria buscando um entendimento para influir na escolha dos secretários e presidentes de comissões importantes.
Para conseguir se movimentar bem nessa discussão, Casagrande deve usar o período de recesso para conversar com os parlamentares. Depois do entendimento com Theodorico, a escolha dos demais cargos da Mesa Diretora, na eleição que acontece em fevereiro, não deve ser um trabalho complicado para governo e deputados.
Mas a eleição da Mesa não deve ser o único assunto do governador com os deputados durante o recesso. Há outros espaços que precisam ser discutidos no processo político. A chegada dos suplentes à Casa já foi resolvida. O principal problema estava em uma das vagas a ser ocupada pelos suplentes de Luciano Rezende (PPS), eleito prefeito de Vitória, e Rodney Miranda (DEM), eleito em Vila Velha.
Pela legislação, as duas suplências deveriam ser ocupadas pelo PSDB, mas uma movimentação de bastidores conseguir garantir a vaga para o peemedebista Paulo Roberto, que deveria ter perdido o espaço por conta da mudança de partido depois da eleição de 2010.
Ainda no PMDB, o governador busca uma acomodação para o deputado Esmael Almeida, que perderá a cadeira com o retorno do petista Rodrigo Coelho à Assembleia. No secretariado não haveria espaço para o peemedebista, o jeito então é puxar outro parlamentar para a vaga ou esperar até o fim de maio, quando uma vaga será aberta no Tribunal de Contas do Estado, para indicar um parlamentar que seja da coligação em que estava o PMDB em 2010, o que permitiria o retorno de Esmael à Assembleia.
Outro imbróglio a ser observado na Casa é o desfecho da complicada situação do deputado José Carlos Elias (PTB). Na Assembleia, os parlamentares acreditam que ele pode perder o mandato, mas o petebista recorre para se manter na Casa.
A preocupação dos parlamentares era que a saída de Elias levaria Max Mauro (PTB) para a Assembleia, mas o anúncio do ex-governador na semana passada, de que estaria deixando a vida política, parece ter aliviado os deputados.