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Cautelar no Supremo tumultua novamente cenário em Guarapari

O prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), entrou com uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser diplomado no próximo dia 19. A movimentação do prefeito mexe com os meios políticos em Guarapari, pois coloca ainda mais dúvida sobre o ambiente político do município e o novo processo eleitoral.

As ações de Edson Magalhães em Brasília, a princípio foram vistas como medidas protelatórias, mas não são. O prefeito realmente acredita que conseguirá reverter a decisão que negou seu registro de candidatura. Nos bastidores, ventila-se que há um esforço concentrado de algumas lideranças para tentar dar uma “ajudinha” ao prefeito.

Para ingressar com a ação no Supremo, o prefeito teria ido de carona no jatinho do deputado federal Camilo Cola (PMDB). A decisão sobre o futuro político de Edson Magalhães e, consequentemente do município de Guarapari, está agora nas mãos do ministro Celso de Mello. Quando mais demorar a decisão, mais indefinida fica a situação da cidade.

A certeza de Magalhães é tanta, que ele abriu mão da possibilidade de substituir o candidato da urna durante a eleição. Para os meios políticos, o motivo é seu compromisso com um grupo político do qual ele mesmo é o principal agente.

Ligado ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e ao deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), ele precisaria recuperar o controle da prefeitura, já que não se tem certeza da capacidade de transferência de votos do prefeito para o escolhido como substituto na nova eleição, Orly Gomes (DEM).

No próximo dia 31 de dezembro acaba o mandato de Edson Magalhães. Sem a decisão de Brasília, a Justiça Eleitoral local não pode marcar a data para a nova eleição. Aliás, até que o ministro se decida, não se sabe sequer se haverá nova eleição.

Se Magalhães não conseguir tomar posse no dia 19, o município fica sem prefeito até a eleição. Por isso, a Câmara de Vereadores terá que antecipar a eleição da Mesa Diretora, para que o presidente da Casa possa assumir a prefeitura, até a escolha do novo prefeito.

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