A senadora Rose de Freitas (PMDB) se apresentou como um nome para a disputa ao governo do Estado em 2018. Em entrevista ao jornal A Tribuna, dessa quarta-feira (11), a peemedebista disse que está disposta a dialogar sobre o assunto. Nesta quinta, as lideranças e partidos citados também aparecem no jornal, acenando positivamente para o diálogo.
O movimento de Rose de Freitas traz duas reflexões nos meios políticos. A primeira é de que ela é candidatíssima ao governo em 2018, entendendo que tem hoje o fortalecimento no interior necessário para uma disputa deste porte e entendendo que carece de apoios. Daí o interesse em buscar conversas como lideranças que podem ser recalcadas nos projetos do governador Paulo Hartung para 2018.
No PSDB, o vice-governador César Colnago foi um dos citados pela senadora. O PSDB admite conversar a possibilidade de um apoio a Rose, mas que a prioridade é a candidatura própria. Uma coisa, porém, é a posição do partido, outra a situação de Colnago.
O PSDB pode ter como candidato ao governo o senador Ricardo Ferraço, furando a fila que tem Colnago com a senha número 1 na mão, o que poderia levar o vice de Hartung para o apoio informal à senadora. Embora a parceria de Colnago com o governador aponte para um acordo de acomodação no futuro.
O ex-governador Renato Casagrande tergiversa sobre o tema eleição 2018, mas uma dobradinha com a senadora Rose de Freitas ao governo, e ele próprio disputando o Senado, cargo que Hartung aparentemente pretende disputar em 2018, iria, no mínimo, irritar o governador, já que ambos são desafetos de Hartung.
Se externamente a possibilidade de Rose de Freitas disputar o governo mexe com o cenário estadual, internamente ela também ganha pontos. O governador Paulo Hartung estaria prestes a sair do PMDB, deixando para trás seu aliado, o deputado federal Lelo Coimbra, que hoje preside a sigla no Estado. Sem o apoio do governador dentro do partido e tendo a maioria dos aliados do grupo já deixado a sigla, a permanência de Lelo no comando do partido se torna incerta.
O nome mais apropriado para assumir o controle do PMDB capixaba, até pelo peso do cargo, seria Rose de Freitas, mas a parlamentar sempre trabalhou mais nas bases municipais do que no fortalecimento do partido. Neste sentido, a manifestação do desejo de disputar o governo aumenta sua capilaridade e a credencia para o comando do PMDB.

