quarta-feira, março 4, 2026
26.9 C
Vitória
quarta-feira, março 4, 2026
quarta-feira, março 4, 2026

Leia Também:

Cenário eleitoral de 2016 continua adverso para prefeitos

Esta semana, a coluna de José Roberto Toledo, no Estadão, trouxe um cenário que confirma a expectativa dos meios políticos do Estado para as eleições municipais deste ano. Uma pesquisa realizada pelo Ibope, com exclusividade para a coluna de Toledo, apontou a tendência do eleitorado em não votar nos atuais gestores ou em candidatos por eles indicados à sucessão. 
 
Essa tendência que apareceu fortemente nas pesquisas realizadas no Estado no início de 2015 parecem não ter sido superada. Os levantamentos feitos no Estado, que avaliaram as gestões do prefeitos, apontaram forte desgaste político dos mandatários municipais. No Estado, todos os prefeitos da Grande Vitória estão em primeiro mandato. Todos eles são virtuais candidatos à reeleição. 
 
Mas os dados mostram que esse caminho será árduo. Segundo o levantamento publicado na coluna de Toledo, que é geral e não analisa especificamente nenhum candidato, menos de um terço (22%) do eleitorado brasileiro pretende votar nos atuais prefeitos. Quanto aos gestores em fim de segundo mandato que tentam fazer palanque para seus aliados, eles só convenceriam 8% dos eleitores. Já os candidatos que representam a oposição têm 40% da preferência. 
 
O alento para os candidatos à reeleição é saber que um terço está indeciso, o problema é que 16% não querem votar em ninguém. No Sudeste está um dos piores quadros para os atuais gestores, com 42% dos eleitores preferindo a oposição e apenas 24% a favor dos chefes dos executivos. 
 
A pesquisa mostrou também que a situação está ruim para os partidos. O PT tem a preferência de apenas 17% dos eleitores e se mostra em condições de transferir votos para 5% do eleitorado. A situação é preocupante para os dois prefeitos do PT que encerram seus mandatos no Estado: Carlos Casteglione (Cachoeiro de Itapemirim) e Leonardo Deptulski (Colatina). Eles são os petistas que vão tentar eleger seus aliados na sucessão municipal e estão em desgaste eleitoral. 
 
Mas a pesquisa joga também água fria na euforia tucana. O partido que posa de herdeiro da crise também terá dificuldades em reeleger seus candidatos na situação. Para 45% dos eleitores, o PSDB não terá uma nova chance à frente das prefeituras. 
 
A crise política e econômica nacionais seriam os motivos que ajudam a explicar o cenário. Independentemente dos partidos, a reação negativa do eleitorado é contra quem está no poder. Além disso, os cenários locais também terão forte influência no jogo político. 
 
Neste sentido, o desgaste político aumenta a dificuldade dos gestores e circular suas cidades e buscar votos. Hoje, no Estado, só terá vida mais fácil quem tiver um campo sem adversários pela frente. Em cidades onde o campo promete ser povoado de candidatos, como em Vitória e Vila Velha, a situação dos prefeitos ficará mais complicada. 
 
 

Mais Lidas