segunda-feira, março 30, 2026
21.9 C
Vitória
segunda-feira, março 30, 2026
segunda-feira, março 30, 2026

Leia Também:

​Cenário político encolhe em Vila Velha para quatro pré-candidaturas

Com boa avaliação no mercado, o prefeito Max Filho concorre à reeleição este ano

Tati Beling/Ales

O prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), candidato à reeleição, o vereador Arnaldinho Borgo (Podemos), o ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD) e o deputado estadual Hudson Leal (Republicanos) são os quatro que devem se firmar até o pleito deste ano, das seis pré-candidaturas sinalizadas no mercado político para disputar as eleições municipais em Vila Velha, apesar de outros nomes colocados nas atuais movimentações.

Um deles o vice-presidente do PSL, Amarildo Lovato, depois que rompeu politicamente com o vereador Arnaldinho, semana passada, com quem negociava para entrar na vaga de vice. Sem garantia, deixou o grupo e nesta terça-feira (26) confirmou seu nome como pré-candidato a prefeito, já anunciado em abril.

O partido vem de um racha interno iniciado em março deste ano, com a mudança na executiva estadual e expulsão do deputado estadual Capitão Assumção, hoje no Patriota, que foi agravado nessa segunda-feira (25), com críticas ao atual presidente, deputado Alexandre Quintino, e a renúncia do deputado estadual Danilo Bahiense da liderança do PSL na Assembleia, anunciada durante a sessão virtual, acompanhado pelo também deputado Torino Marques.

“Com a votação que teve em Vila Velha na eleição passada, o PSL não é um partido para engordar candidaturas e fazer apenas um vereador”, justificou Amarildo em relação à saída do grupo de Arnaldinho Borgo, lamentando, também, a postura do deputado Danilo Bahiense: “Ajudei muito o Danilo”, comentou.

O cenário no município, dono do segundo maior colégio eleitoral do Espírito Santo, apontando 315,3 mil eleitores, atrás da Serra, com 327 mil, se forma com o prefeito Max Filho, bem avaliado no mercado, que sinaliza ainda uma aproximação do PSL.

Seria uma tentativa de negociar a vice, sem chance de obter êxito, segundo destacam lideranças políticas, apesar de Amarildo Lovato anunciar sua pré-candidatura. A análise leva em consideração que o PSL perdeu força pós a eleição geral de 2018, deixando de ser o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, e considerando, também, o viés de baixa do governo federal. O partido atravessa uma fase de desidratação não só no Estado, mas no País.

Arnaldinho Borgo, Neucimar Fraga e Hudson Leal se movimentam a fim de confirmar apoios, enquanto os deputados Hércules Silveira (MDB) e Rafael Favatto (Patriota) mantêm o nome na disputa, mas são vistos por lideranças políticas como pré-candidaturas que serão sufocadas, por falta de uma estrutura para tocar a campanha.

Mais Lidas