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Chapa de Givaldo Vieira lança manifesto por mudanças no PT capixaba

O grupo que apoia a candidatura do deputado federal Givaldo Vieira à presidência do PT capixaba abriu um manifesto dirigido aos integrantes do partido em favor de mudanças no partido. A chapa “Prá voltar a sonhar”, propõe um novo projeto de desenvolvimento para o Espírito Santo.

No manifesto, a chapa destaca a trajetória de vitórias eleitorais do partido, tendo governado o Espírito Santo e cidades importantes da Grande Vitória e do interior. Mas nos últimos anos, o partido vem perdendo sua identidade aos se submeter a alianças em que aparece como coadjuvante no processo eleitoral.

O grupo defende a saída do partido do governo do Estado, uma proposta que tem conquistado adeptos com a militância. Segundo o manifesto, o PT capixaba está participando de um governo estadual composto por partidos que apoiaram o golpe do impeachment.

Hoje o PT está contemplado no governo Paulo Hartung (PMDB) com a secretaria de Assistencia Social, comandada pelo ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione. Ele foi uma indicação do ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, João Coser, aliado de Hartung e atual presidente do partido, que pretende buscar a reeleição à presidência da legenda.

O grupo de Coser tem maioria no partido hoje, mas a insatisfação da base com sua aliança com  governo do Estado é grande e estaria dificultando sua movimentação para manter o controle do partido. Essa movimentação também é criticada pelo manifesto.

“O que ocorre hoje é o desmonte do PT???ES por um grupo que prioriza projetos pessoais em detrimento do projeto coletivo. A perda de rumos promovida por esse grupo de dirigentes pode ser medida, também pelo desastroso resultado que nos abateu nos últimos processos eleitorais, que colocaram hoje o PT Capixaba como um dos partidos pequenos no Estado”.

Além da chapa de Givaldo, o deputado estadual José Carlos Nunes também disputa a eleição para a presidência do PT. O lançamento da candidatura de Nunes tirou do grupo de Coser uma fatia considerável de eleitores no PT. Givaldo também se desligou da corrente do atual presidente, a Alternativa Socialista, aderindo ao grupo que nacionalmente tem como candidato a presidente do partido, o ex-presidente Lula.

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