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Clima na Câmara não favorece aprovação das contas de Edson Magalhães

O cenário eleitoral deste ano que parecia ser muito favorável ao deputado estadual Edson Magalhães (PMDB), em Guarapari, começa a se complicar. Isso porque a movimentação do parlamentar, que migrou do DEM para o PMDB, sem uma conversa com o diretório municipal da sigla, não foi bem digerida no município. 
 
O partido estaria buscando se alinhar com o atual prefeito Orly Gomes (DEM), que havia garantido a vaga de vice ao partido. Como chegou ao PMDB fazendo articulações para erguer seu palanque a prefeito, Magalhães não agradou as lideranças locais. 
 
O reflexo disso pode se apresentar na Câmara de Vereadores. É que Magalhães não teria bom trânsito no legislativo municipal, diferentemente do atual prefeito, que teria dois terços do plenário nas mãos. A situação fica complicada para o peemedebista, já que a Casa deve analisar em breve as contas relativas à gestão de Edson Magalhães quando esteve à frente da prefeitura. 
 
Em junho de 2015, o plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCES) recomendou a aprovação com ressalva da prestação de contas referente ao exercício de 2008 do ex-prefeito. O relator do processo, conselheiro substituto Marco Antônio da Silva, deu provimento ao recurso de reconsideração do demista ao parecer prévio, que recomendava a rejeição das contas pela Câmara dos Vereadores.
 
A Câmara, porém, parece disposta a manter o parecer técnico do TCES e rejeitar as contas de Magalhães. Como parece não haver sinalização do Palácio Anchieta para salvar o ex-prefeito, a derrota na Câmara seria iminente. Isso tiraria o peemedebista do páreo deste ano, enquadrando-o na lei da Ficha-Limpa, já que a rejeição das contas pela Câmara de Vereadores é uma decisão colegiada. 
 
Além das dificuldades para se candidatar, Magalhães também não parece ter vida fácil se observadas as movimentações de seus adversários. O atual prefeito Orly Gomes se tornou um nome competitivo no município, com a vantagem de ter a máquina na mão. 
 
Um nome que aparece bem no cenário, tentando correr por fora, é o do vereador Gedson Merízio (PSB), que vem sendo procurado para fazer composição por todos os candidatos. Outro nome que tenta se viabilizar é o do tucano Carlos Von Schilgen, que disputou a eleição extemporânea e perdeu por uma diferença de 1.690 votos para Orly

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