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Colnago assume governo em meio ao caos na Segurança Pública

Com a licença médica do governador Paulo Hartung, que foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um câncer na bexiga, o vice-governador César Colnago (PSDB) assumiu o governo neste domingo (5) pela quinta vez. Mas desta vez a situação é bem diferente. O plano de focar na agenda dos assuntos prioritários do Estado, reuniões de equipe e despachos de rotina, teve sua rota alterada. Colnago recebe o Estado em meio a um caos sem precedentes na Segurança Pública, em razão do aquartelamento da Polícia Militar.

Com uma ação aparentemente muito bem organizada por parte da corporação,  o governo do Estado parece ter sido pego de surpresa. Durante todo o domingo (5), o governador em exercício não se pronunciou sobre o assunto, nesta segunda-feira, depois de algumas ações do governo, ele veio à público.

No início da tarde, o governador em exercício fez um pronunciamento pelas redes sociais, além de conceder entrevista à imprensa. Colnago afirmou que desde que assumiu o governo já vem se reunindo com a equipe para buscar soluções.

Ele fez um resumo das ações que já haviam sido anunciadas pelo secretário de Justiça, André Garcia, como o pedido na Justiça pela ilegalidade do movimento.

O governador em exercício destacou também as ações da manhã desta segunda-feira, como a troca de Comando na Polícia Militar e a conversa com os ministros da Justiça e da Defesa para a viabilização das vindas da Força Nacionais e o uso do Exército para retomada da ordem pública. “É inadmissível que um movimento corporativo coloque em risco a segurança da população capixaba. Estamos fazendo todo o esforço para garantir a ordem e a segurança pública do capixaba”, afirmou Colnago.

Colnago fica na função até o próximo domingo (12), uma semana que pode acumular muito desgaste político. Em 2011, o então vice-governador Givaldo Vieira (PT) amargou uma situação parecida. Ele assumiu a interinidade do governo, na licença do então governador Renato Casagrande (PSB), e houve confronto com entre a Polícia Militar e estudantes por causa de protestos pelo aumento da tarifa do ônibus. Esse episódio também teve repercussão nacional, como a atual crise, e a bomba acabou estourando no colo do vice. Quando Casagrande retornou a situação já havia se normalizado.

Como não se sabe o destino político do governador Paulo Hartung, o desgaste de Colnago à frente da primeira grande crise do terceiro mandato de Hartung pode comprometer suas pretensões políticas futuras.

Hartung só deve retornar ao comando do Estado na próxima semana. O último boletim sobre o estado de saúde do governador foi divulgado na noite desse domingo (5). De acordo com os médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a previsão é que Hartung permaneça  internado até a próxima quarta-feira (08). O governador segue com o quadro clínico estável, consciente e foi visto fazendo uma caminhada nos corredores do hospital na manhã desse domingo.

 

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