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Colnago tem perdido força dentro e fora do PSDB capixaba

O vice-governador César Colnago pode ter feito a escolha errada ao levar o PSDB para o palanque do governador Paulo Hartung (PMDB). O tucano que ajudou na movimentação para que o partido caminhasse junto com Hartung em 2014, ganhou a vice, uma movimentação que garantia um espaço político importante diante da incerteza de sua reeleição para a Câmara dos Deputados. 
 
Mas a ocupação do cargo de expectativa não trouxe até aqui ganhos políticos para o tucano, muito pelo contrário, ele vem se desgastando dentro e fora do PSDB, o que pode comprometer suas pretensões para 2018. 
 
Ao assumir o governo, Hartung afirmou que seria governador de apenas um mandato, o que colocaria a senha número um na mão de Colnago. Pouco mais de um ano depois dessas declarações, já não há certeza de que o governador abrirá espaço para seu vice. Com a ida de Ricardo Ferraço para o PSDB, pelas mãos de Aécio Neves, o senador buscava garantias de que teria espaço para disputar a reeleição em 2018.
 
Com isso, uma janela ficaria fechada para Hartung disputar o Senado. Teria que disputar a outra vaga que pode ter o senador Magno Malta (PR), com quem Hartung teria compromisso de garantir a reeleição, ou pior, seu temido desafeto, Renato Casagrande (PSB). Por isso, a tendência é de que Hartung dispute a reeleição. Como Ricardo Ferraço disputará o Senado, caberá a Colnago disputar uma vaga de deputado federal, ou seja, volta ao ponto em que estava antes de entrar no governo Paulo Hartung
 
No desempenho administrativo, o vice-governador também deixa a desejar, já que a área de direitos humanos, que vem coordenando não deslancha no governo, e para piorar a situação, um escândalo envolvendo seus assessores em relação a racismo ganhou as páginas dos jornais, criando constrangimento entre os aliados. 
 
Dentro do PSDB também há problemas. A filiação de Fabiano Contarato no ano passado causou insatisfação de parte  da Executiva. Agora a história se repete com a movimentação de Colnago para levar ao ninho tucano o líder do governo, Gildevan Fernandes (PV). A entrada do deputado Evair de Melo, também do PV, também não é uma unanimidade dentro do partido. 
 
Por isso, os meios políticos acreditam que a imagem do vice-governador pode sair arranhada de todo o processo. Até mesmo a relação com o governador, que sempre deu bastante espaço para seus vices trabalharem – primeiro Lelo Coimbra, que foi secretário de Educação e, depois, Ricardo Ferraço, que foi secretário de Agricultura e Transportes. Com Colnago tem sido diferente.
 
O tucano já teve mais espaço no governo quando não ocupava o cargo, como deputado estadual, presidiu a Assembleia e foi puxado para a Secretaria de Agricultura por um tempo. Hoje o prestígio com o chefe do Executivo parece ter diminuido

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