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Colnago volta ao comando do governo e se movimenta para 2018

Acontece nesta sexta-feira (17) a transmissão do cargo de governador para César Colnago (PSDB). Ele ficará à frente do Estado até a próxima quarta-feira (22), quando o governador Paulo Hartung (PMDB) retorna dos Estados Unidos. Ele embarca neste sábado para Nova York para participar de um encontro, promovido pela Fundação Lemann, para debater a gestão pública no Brasil e apresentar o modelo capixaba de gestão. O evento acontece na Universidade de Yale, em New Haven (Connecticut). 
 
Aqui no Estado a viagem de Hartung abre uma nova etapa nas movimentações de Colnago de olho na disputa eleitoral de 2018. Depois da transmissão do cargo, Colnago segue para o interior onde cumprirá agendas de governo. Essas ações já são vistas como o passo seguinte, depois que o vice-governador venceu a eleição para a presidência estadual do PSDB, ocorrida no último sábado (11). A leitura dos meios políticos é que agora caberá ao tucano se credenciar para a disputa ao governo do Estado na eleição 2018. 
 
Com o partido na base de Paulo Hartung, Colnago pode ser o sucessor do natural do governador caso o peemedebista realmente se lance numa disputa nacional. A ida aos Estados Unidos para apresentar o modelo capixaba de gestão é vista como uma forma de jogar no cenário nacional a construção de uma imagem de gestor que Hartung vem tentando vender a partir do modelo de austeridade implantada neste seu terceiro mandato. 
 
A articulação fora do País serve também para consolidar a imagem de liderança nacional que tem um projeto político para tirar o País da crise, que pode ser apresentado como um caminho para Temer e seu sucessor. O governador vem conversando com várias lideranças nacionais cotadas para a disputa à Presidência em 2018, evitando o campo extremista de direita e esquerda estabelecido, respectivamente, pelas possíveis candidaturas de Jair Bolsonaro e do ex-presidente Lula. 
 
Mas o projeto nacional depende de conseguir emplacar um sucessor no governo do Estado para cuidar do legado de Hartung. Neste contexto, o vice, que além da lealdade já demonstrada, já foi testado em situações de crise e se saiu bem delas. 
 
A dificuldade seria a de transformar Colnago em uma liderança com profusão de votos em condições de levar a disputa ao governo, ainda mais se os adversários de Hartung se sentirem incentivados pelo fato de não ter o governador pela frente, como o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Daí a necessidade de dar ao vice-governador instrumentos, ou seja, a máquina, para que possa aumentar seu capital político.

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