O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) conseguiu 12 assinaturas para propor mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) na Assembleia Legislativa: a CPI da Máfia do Lixo. Mas para tocar a comissão, o deputado ou vai ter de esperar a conclusão de uma das cinco que estão em funcionamento ou encerrar uma das duas que ele comanda hoje na Casa.
O regimento da Assembleia só permite o funcionamento de cinco CPIs ao mesmo tempo, espaço que está completamente ocupado e com duas na “fila”. No ano passado, houve até um projeto para aumentar para dez o número de CPIs em funcionamento, mas a matéria foi rejeitada no plenário.
Hoje estão em funcionando na Assembleia a CPI da Grilagem, a CPI do Fundap, a CPI dos Maus Tratos contra Animais, a CPI da Máfia dos Guinchos e a CPI da Sonegação de Tributos. As duas últimas comandadas por Enivaldo dos Anjos.
Na fila, aguardando o encerramento de uma delas, estão a CPI da Máfia dos Radares, proposta pelo deputado Bruno Lamas (PSB), e a CPI da Lama, do deputado Josias Da Vitória e outros. A CPI do Lixo entra em terceiro nessa ordem e, como não há previsão para o fim das atuais, a espera pode ser longa.
Além disso, com a intensificação do processo eleitoral de 2018, que está sendo antecipado, com várias movimentações dos deputados estaduais, a tendência é de que os parlamentares tenham menos tempo para se dedicar aos trabalhos extras no Legislativo.
Com isso, o objetivo de debater o assunto no rastilho da pólvora da eleição de Fundão, que tem sido norteada por esse debate, vai se perder, assim como as polêmicas que estão sendo alvo de discussão em Aracruz, no litoral norte.
Mas, mesmo que não consiga iniciar os trabalhos, a proposição do debate permite que Enivaldo aborde o tema na Assembleia. Se por um lado a questão necessita de um debate no Estado todo, o interesse político no município de Fundão pode enfraquecer a discussão mais ampla do tema.

