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Com pouco tempo de TV, Camila Valadão vai apostar na internet

Com pouco tempo de TV e com recursos limitados para o financiamento da campanha, a candidata a governadora pelo Psol, Camila Valadão, vai apostar na internet para tentar equilibrar o jogo com os demais palanques colocados para a disputa de 5 de outubro. Camila foi a entrevistada da Rádio CBN Vitória, na manhã desta quinta-feira (14). 
 
A candidata apontou a diferença na concepção de sua candidatura. A primeira é a construção coletiva do projeto que, segundo ela, se diferencia das propostas dos três principais nomes colocados na disputa, que para a candidata, representam o mesmo projeto, que atende ao interesse da elite empresarial capixaba. 
 
Sobre o programa eleitoral, que vai ao ar a partir da próxima terça-feira (19), Camila Valadão destaca a diferença na construção do projeto. Deixando de fora o candidato Mauro Ribeiro (PCB), a candidata afirmou que os demais candidatos (Paulo Hartung, Renato Casagrande e Roberto Carlos) contrataram empresas de marketing para tratar dos programas. Já o Psol vai trabalhar com um coletivo de profissionais da comunicação e de mídias independentes, que aceitaram um valor simbólico para construir o programa do partido. 
 
Mesmo assim, o pouco tempo de TV não é suficiente para que o partido aponte todos os temas que pretende abordar na eleição. Por isso, a candidata aposta nas redes sociais para chegar até o eleitor e apresentar as propostas de governo. 
 
Na sabatina, Camila Valadão falou também sobre as propostas de humanizar a polícia, investindo na segurança preventiva, e na polícia investigativa. Na saúde, Camila destacou o projeto de construção de uma fábrica de medicamentos para desonerar o Estado na aquisição de remédios para atender à população. 
 
Camila também falou sobre meio ambiente. Para ela há de se enfrentar no Estado o que chama de racismo ambiental. Neste sentido, ela destacou que a maioria das pessoas atingidas, por exemplo, pelas chuvas que ocorreram no Estado no final de 2013, são negros e pobres, devido à forma de ocupação das cidades que confina essa camada da população em áreas de risco. 
 
Já sobre o pó preto, Camila afirmou que o tema é mais universal e que as medidas para combater o problema devem se concentrar na fiscalização rigorosa das empresas poluidoras localizadas na Grande Vitória. 
 
Questionada sobre temas polêmicos, como a legalização da maconha e desmilitarização da polícia, a candidata fez questão de destacar que são temas que não podem ser determinados pelo Estado e sim, em nível nacional. Mas não fugiu das questões, afirmando que a maioria dos candidatos se posiciona não de acordo com suas visões sobre os assuntos, mas de acordo com a expectativa do eleitorado em relação às questões. 

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