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Com vistas em 2018, PT trabalha para reforçar aliança com o PDT

As articulações para o comando do PT capixaba apontam para a disputa eleitoral de 2018, em que o partido vai buscar uma recuperação, depois da crise vivida após o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Hoje na base do governador Paulo Hartung (PMDB), o partido não tem o compromisso de estar no palanque do peemedebista no próximo ano. Tem mais interesse em manter a aliança com um aliado histórico, tanto em nível nacional quanto estadual. O sonho de consumo do PT continua sendo o PDT.

Ao lado do PDT, o PT teve um bom retrospecto nas últimas disputas eleitorais. Em 2014, além de duas cadeiras na bancada capixaba, para Helder Salomão e Givaldo Vieira, o partido ficou ainda com duas suplências, com Iriny Lopes e Professor Léo (que já deixou o partido). Na Assembleia, a coligação PT e PDT elegeu cinco deputados estaduais, sendo três do PT – Padre Honorio, Nunes e Rodrigo Coelho, que depois migrou para o PDT, e dois pedetistas: Josias Da Vitória e Euclerio Sampaio.

Fatores nacionais podem favorecer essa aproximação em 2016. No PT, o ex-presidente Lula começa a circular pelo País em busca de uma composição que permita sua candidatura ao comenado nacional do partido. Já o PDT trabalha o nome do ex-ministro Ciro Gomes. Ele, porém, estaria disposto a abrir mão da disputa caso Lula se viabilize para 2018. Se os dois partidos se unirem em nível nacional, a tendência é a reprodução da aliança no Estado.

Quanto ao apoio ao governador Paulo Hartung, tudo vai depender do comportamento do peemedebista. Isso porque ele tem uma posição mais próxima do ninho tucano. Isso impediria o PT de caminhar com Hartung na eleição. Em 2014, o partido encontrou um subterfúgio, para o problema.

Hartung estava coligado, oficialmente, com o PSDB, tanto que seu vice, César Colnago, é tucano. O governador caminhou com o partido, mas acabou ajudando o PT. Ele fez campanha indireta para João Coser, candidato do partido ao Senado. Em troca, o PT lançou uma candidatura ao governo, com Roberto Carlos (que também já não está no partido).

O PT, porém, não tem um nome em condições de encabeçar uma chapa forte ao governo do Estado, o que deixa o partido focado na proporcional e buscando acomodação nos palanques majoritário.  O partido não tem afinidade também com o grupo de Renato Casagrande (PSB), por isso, pode acabar fora dessa briga, a menos que seja obrigado a entrar na disputa para amparar um eventual palanque para a campanha presidencial.

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