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Comemorar o quê?

Nessa quarta-feira (14), com o plenário já quase vazio, o deputado Sérgio Mejeski (PSDB) foi à tribuna para falar sobre um assunto que conhece bem, a educação. Um discurso que passou longe do piegas “ao mestre com carinho”  e colocou a situação da educação no País e no Estado como ela é: feita pela força de vontade e abandono das instituições. 
 
Majeski é sempre criticado por um discurso raso que ronda na Assembleia de que, como é oriundo da iniciativa privada, estaria tentando manchar a imagem da educação pública. Essa acusação, além de falsa é criminosa. O deputado-professor tem visitado escolas pelo Estado adentro e feito algo que, talvez, parlamentar algum no Espírito Santo tenha feito: ouviu as lamúrias, que são muitas, da comunidade escolar. 
 
Em seu discurso nessa quarta-feira, o deputado citou as questões papáveis que só não vê quem não quer: salários indignos, falta de formação continuada, falta de infraestrutura nas escolas e os problemas sociais  – desestruturação familiar, drogas e violência – que estouram dentro da escola e o professor tem de lidar com essa situação. 
 
Citou também os últimos acontecimentos na área no Estado, que deixam qualquer profissional desiludido com a luta: o fechamento de mais de 400 turmas, corte de verbas, atropelo na discussão do Plano Estadual de Educação, remoção no meio do ano e a constante tentativa de se culpar o professor pela péssima qualidade do ensino existente no Brasil.
 
A educação faz parte de um processo e de uma grande quantidade de mecanismos e instituições, lembrou o deputado. “O que se faz ou se tenta na escola é reflexo de uma estrutura imensa”, destacou. Ele ainda lembrou a batalha que é travada para tentar convencer o aluno a estudar, diante da total falta de incentivo, seja institucional, seja cultural a essa prática.
 
O professor, destacou Majeski, é quem repete para o aluno que importante estudar, porque ele não vê isso mais em lugar nenhum. As famílias veem na educação algo utilitarista, que levará o jovem a uma colocação no mundo do consumo e não como um valor para a formação de um cidadão. Quanto à classe política, essa ideia deve causar arrepios. Todas as pessoas interiorizando a importância da educação como participação popular também nas decisões políticas. Um perigo!
 
É pena que os colegas de plenário, em sua maioria, não ouve o deputado, até porque o governador deve mandar que eles tapem os ouvidos quando Majeski fala. Para o resto, é mais importante dar uma medalha, que leva o nome de Paulo Freire, carregando toda a sua importância para a educação no Brasil e no mundo, para meia dúzia de secretários de educação e empresários da área. 
 
Fragmentos:
 
1 – Nesta sexta-feira (16) o Secretário de Turismo Trabalho e Renda de Vitória, Leonardo Krohling, se reúne com representantes de movimentos culturais e de bares para discutir a reabertura do Mercado São Sebastião, em Jucutuquara.

 

2 – O movimento é uma vitória depois de uma longa batalha. Nessa quarta-feira (14) o vereador Marcelão Freitas (PT)  e representantes do movimento se reuniram com o prefeito Luciano Rezende (PPS) para debater o assunto. 
 
3 – A cada dia a preocupação  palaciana com o crescimento do capital político deputado federal Max Filho (PSDB) aumenta. Mas ele continua tocando seu barco sem ser afetado por atribulações. 

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