A Comissão de Representação criada na Assembleia Legislativa para colher informações sobre a tragédia ambintal que afeta o rio Doce em toda sua extensão, faz reunião extraordinária nesta segunda-feira (16), às 18 horas, em Baixo Guandu – o muicípio locaizado do noroeste do Estado será o primeiro a ser atingido pela enxurrada de lama que vem descendo o rio Doce, após o rompimento de uma represa da Samarco-Vale-BHP Billinton, em Mariana (MG).
A audiência será no Cineteatro Dom Bosco. Além dos deputados que compõem a comissão, devem participar o prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), além de secretários municipais e vereadores. A população também deve participar e expor suas aflições sobre a tragédia. Desde que o acidente foi anunciado, a população de Baixo Gundu vive momentos de tensão à espera do pior. A lama vem descendo o rio desde o último dia 5, e a data de chegada no Espírito Santo já foi prevista diversas vezes.
Nos meios políticos, a ida da comissão por último a Baixo Guandu também causou interpretações. Como o município será o primeiro a ser atingido pela lama, para as lideranças deveria ser também o primeiro a ser ouvido, mas isso não aconteceu. A primeira audiência aconteceu em Colatina, na terça-feira (10), e a segunda em Regência, distrito de Linhares, na quinta-feira (12). O motivo seria o jeito menos ortodoxo de o prefeito Neto Barros lidar com a situação, se posicionando de forma firme diante do desastre desde o início, não poupando a Samarco-Vale.
Na quinta-feira (12), o prefeito usou seis tratores para interditar a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) da Vale. Impedir o tráfego dos trens da Vale foi a forma de protesto que Neto Barros encontrou para pressionar a empresa a abrir um canal de diálogo com a prefeitura. Já que até então a Samarco vinha se omitindo sobre estratégias para mitigar o efeito da onda de lama.
Na última sexta-feira (13), o prefeito decretou estado de calamidade pública nas áreas do município afetadas pela seca na região, situação que deve se agravar já que o abastecimento ficou impedido com o desastre.
Fazem parte da comissão os seguintes deputados: Da Vitória (PDT), presidente; Dary Pagung (PRP), vice; e Eliana Dadalto (PTC), relatora. Os demais membros são: Guerino Zanon (PMDB), Raquel Lessa (SD), Janete de Sá (PMN), Enivaldo dos Anjos (PSD), Rafael Favatto (PEN), Erick Musso (PP), Nunes (PT), Gildevan Fernandes (PV), Rodrigo Coelho (PT), Bruno Lamas (PSB), Luzia Toledo (PMDB) e Almir Vieira (PRP).

