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Confraternização de fim de ano

O governador Renato Casagrande vai aproveitar as confraternizações de final de ano para “embutir” uma mensagem à classe política com vistas à reeleição de 2014. Na próximo quinta-feira (13) o governador toma café com os 745 vereadores – parte deles reeleitos. Um dia antes, na quarta (12), almoça com os deputados estaduais, selando o armistício “firmado” com a Assembleia Legislativa desde que deu anuência para a PEC que permite a reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) avançar. 

 
O motivo oficial para reunir vereadores e deputados seria o compromisso de prestar contas sobre as principais ações do governo realizadas em 2012, principalmente nas áreas de Segurança e Saúde, dois gargalos do governo.
 
As duas áreas, que junto com a Educação, sustentam o desarmam o tripé de qualquer governante, são temas indigestos para Casagrande. Principalmente, a Segurança, que continua amargando péssimas resultados. O cenário de guerra civil, que no governo anterior era ocultado pela imprensa corporativa, ganhou evidência no atual governo. A violência, como já prevenimos aqui, pode ser uma adversária ferrenha de Casagrande em 2014, caso ele não reduza a criminalidade até o ponto de a percepção da população indicar que a violência está de fato arrefecendo. 
 
Por isso Casagrande está tão empenhado em prestar contas à classe política. Ele sabe que esses vereadores e deputados serão estratégicos para seu projeto de reeleição em 2014. O governador, entre um café e outro, olho no olho, quer convencer deputados e vereadores que está se empenhando ao máximo para reverter o problema da violência. Os indicadores sociais, dependendo da plástica e do viés da apresentação, podem aliviar a barra do governo, pelo menos perante à classe política, que pode se torna testemunha ocular do esforço do governador.
 
Mas Casagrande também tem notícias boas na manga. É nessa hora que ele quer aproveitar o clima natalino para lembrar à classe política que o dinheiro “sagrado” dos royalties está sendo assegurado nos caixas das prefeituras graças ao empenho pessoal dele, que não poupou idas e vindas a Brasília para ajudar a pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar a proposta que modificava o sistema de partilha dos royalties do petróleo.
 
Casagrande vai continuar pedindo cautela a todos com os gastos. Ele lembrará das perdas já consolidadas com o fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) e que a ameaça dos royalties ainda é um fantasma que apavora o Espírito Santo. 
 
Apesar do quadro de incerteza que ronda a economia, ele quer passar uma mensagem positiva à classe política. Tranquilizá-la que tem pulso forte para manter a nau capixaba na rota do desenvolvimento, mesmo sob tormenta – é o sentimento de união na adversidade. Mais que isso, quer mostrar que hoje é ele o principal protagonista político do Estado. 

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