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Conselho de ??tica libera Colnago para disputar a presidência do PSDB

(Atualizada às 19h44) O Conselho de Ética do Estado liberou, nesta sexta-feira (20), o vice-governador Cesar Colnago (PSDB) para disputar a eleição pela presidência estadual do partido em uma votação apertada, e que assim que divulgada, já criou polêmica entre as lideranças tucanas. O motivo foi o placar de 3 a 2 pela liberação do vice, com direito a voto de minerva do presidente do conselho para desempatar a peleja. Uma ação que deve acirrar a disputa pelo comando da sigla, que acontece no próximo dia 11 de novembro. 
 
A relatora da consulta que foi levada pelo membro do partido, José Carlos Buffon, a conselheira Flavia Marchezini, votou pela incompatibilidade de o vice-governador acumular a presidência de partido. O voto da conselheira foi apresentado na última quarta-feira (18) e acompanhado pelos conselheiros Caleb Salomão e Elizabeth Mario Klippel. 
 
O entendimento da relatora é de que, assim como os secretários de Estado, o vice-governador, como ordenador de despesa, não pode conciliar os dois cargos. A vice-governadoria do Espírito Santo é uma das mais caras do País. Mas a discussão foi interrompida na quarta-feira  porque a conselheira Maria Ivonete Bezerra de Sá Thiebault pediu vista do processo. 
 
Depois do encontro, o presidente do conselho, Jovaci Peter Filho, lançou nota afirmando que as deliberações só seriam divulgadas depois de concluído o julgamento do caso. Nesta sexta-feira, na nova reunião, a conselheira que havia pedido vista votou pela compatibilidade do acúmulo dos cargos e a conselheira Elizabeth Mario Klippel, que havia votado com a relatora na quarta-feira revisou seu voto, votando pela liberação de Colnago. 
 
Mas o que decidiu o pleito foi a decisão do presidente do conselho, Jovacy Peter Filho, de rejeitar o voto por escrito do conselheiro Edebrande Cavalieri, que não participou da reunião. A votação ficou assim empatada e Jovacy deu o voto de minerva confirmando o entendimento antecipado há algumas semanas de que o Código de Ética não era preciso sobre a questão. 
 
Em 2011, Givaldo Vieira também planejava acumular a vice-governadoria e a presidência do PT. O Conselho de Ética foi consultado e decidiu à unanimidade que havia conflito no acúmulo das funções de vice e presidente de partido. A decisão obrigou Givaldo a abrir mão do comando do PT.
 
O fato se repetiria depois com o próprio Colnago. Logo após a chapa Paulo Hartung-Colnago sagrar-se vencedora em 2014, o vice eleito passou o bastão para Jarbas de Assis. À ocasião o PSDB divulgou uma nota sobre a mudança de comando. “Jarbas Assis, vice-presidente do PSDB capixaba, assume o comando do partido em janeiro (de 2015). É porque o atual presidente, César Colnago, se tornará vice-governador, e o Código de Ética do governo exige a desincompatibilização do cargo”, registra a nota recuperada pela Coluna Praça Oito de A Gazeta (22/09/17).
 
Os antecedentes envolvendo a questão deixam claro que há sim conflito ético entre as funções. Embora a decisão do Conselho favorável a Colnago tenha desapontado muitos tucanos, não chega a surpreender. Para alguns membros da executiva, a decisão foi uma manobra para garantir que o nome do vice pudesse ser colocado na disputa, o que pode acirrar ainda mais os ânimos da eleição. 
 
A disputa agora deve ser pela conquista dos delegados do partido, para garantir a votação necessária na estadual, sobretudo, em relação aos delegados de Vila Velha, que tem 40 votantes, e de Vitória, com 35 delegados.

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