A convenção do PSDB Nacional terminou neste sábado (9), em Brasília, ainda sem as esperadas mudanças no Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política do partido. Lideranças tucanas garantem, porém, que as costuras com o senador Tasso Jereissatti (CE) estão mantidas. Ele assumiria a presidência e o senador Ricardo Ferraço, até então cotado ao cargo, seria acomodado numa diretoria no ITV.
A articulação faz parte do acordo que permitiu a chapa de consenso para o comando do PSDB em torno do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, oficializado na presidência do partido pelos próximos dois anos. Tasso abriu mão da disputa, recebendo o Instituto como contrapartida.
Além de Ricardo, um dos seus principais apoiadores durante as turbulências da Nacional dos últimos meses, Tasso indicará mais um aliado em diretoria do Instituto, como circula no ninho tucano.
Segundo a Folha de S. Paulo, o ex-senador José Aníbal ainda resiste a deixar a presidência do ITV. Ele e Tasso, que já foi presidente do Instituto entre 2011 e 2015, estão em rota de colisão há algum tempo no PSDB.
Assim como sinalizavam as costuras, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que também recuou da disputa no acordo de consenso, foi confirmado na primeira vice-presidência do PSDB. A segunda foi entregue ao deputado federal Ricardo Tripolli (SP), líder da bancada do partido, e aliado de Tasso. A chapa encabeçada por Alckmin recebeu 470 votos a favor, três contra e uma abstenção.
A acomodação de Ricardo Ferraço numa diretoria, ao invés da presidência, reduz as expectativas do senador em relação ao Instituto Teotônio Vilela. O cargo não tem o mesmo peso na condução de um orçamento previsto em R$ 20 milhões em 2018, quando o senador tentará a reeleição numa disputa prevista para ser acirrada.

