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Coordenador na Nacional do PV nega movimentação para fazer Erick presidente do partido

O coordenador da Executiva Nacional do PV no Espírito Santo, Fernando Guida, tratou como boatos que atenderiam ao projeto do governador Paulo Hartung para a disputa de 2018, as notícias sobre a a transferência do comando do partido ao deputado estadual Erick Musso (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa. O objetivo do governador seria se apossar do PV capixaba que, sob a antiga presidência de Cidneia Fontana, não se alinhava ao hartunguismo. 
 
“Diante dos boatos sobre uma possível modificação na direção do Partido Verde, no Espírito Santo, esclareço que não existe esta hipótese e que nosso presidente estadual e sua equipe lá estão legal e legitimamente e contam com total confiança da Executiva Nacional em seu trabalho, que certamente trará resultados relevantes para o partido e importantes para uma política capixaba com mais qualidade”, diz a nota da direção nacional do PV.
 
Diferentemente de Cidneia, que tinha peso político e sabia liderar o partido, o novo presidente, Fabrício Machado, secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Viana, tem uma representatividade muito restrita, não é uma liderança de nível estadual e, sim, municipalista, com universo politico que não ultrapassa os limites do município de Viana. A informações de que o PV estaria aberto ao diálogo com o Palácio Anchieta surgiram desde sua posse no cargo, após a morte da ex-presidente, em outubro passado.
 
O PV capixaba tem em seus quadros um deputado federal, Evair de Melo, que este ano ameaçou deixar o partido, pois se orienta mais em função dos seus interesses estritamente pessoais, e o presidente da Câmara de Cariacica, César Lucas. Politicamente, a presença  de Musso na presidência fortaleceria a legenda. Rejeitá-lo, neste momento, significa abrir mão de um presidente da Assembleia com boa influência junto aos demais deputados estaduais. Quanto a Lucas, seu objetivo é candidatar-se a deputado federal, algo muito acima do seu capital político.
 
A atitude de sequer examinar a possibilidade de contar com Musso na presidência do PV, como circulou intensamente no mercado político, mostra que o partido corre o risco de não sair-se bem nas eleições de 2018 no Estado. O PV já havia registrado considerável baixa com a saída do prefeito de Viana, Gilson Daniel, que o trocou pelo Podemos.

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