Com a entrada em cena de quatro novos concorrentes, dois deles mais competitivos, Amaro Neto (PRB) e Sergio Majeski (PSB), a corrida ao Senado no Espírito Santo ainda não mostra perspectivas claras e pode reservar definições bem diferentes do que espera o mercado político.
Mesmo considerando o potencial de votos de dois atuais senadores, Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR), eles experimentam, além do desgaste natural do mandato, a insatisfação do eleitorado por conta da postura adotada de apoio ao governo do presidente Michel Temer, rejeitado pela população.
Os atuais ocupantes das duas vagas colocadas para a escolha dos eleitores terão pela frente os dois novatos, com potencial para um enfrentamento nas urnas e de crescimento no decorrer do processo eleitoral.
Tanto Amaro quanto Majeski reúnem condições favoráveis, cada um em campos de atuação diferentes, com a marca da renovação da política, independente de formas de atuação ou conteúdo programático.
A seis meses da votação de outubro, que definirá os vencedores, os concorrentes se valem de ferramentas disponíveis, enquanto montam as estratégias de campanha.
Amaro Neto, também apresentador de TV, tenta ampliar seu eleitorado para o interior do Estado e, para isso, pega carona em ações do governo do Estado, na condição de candidato do governador Paulo Hartung.
Majeski mantém a postura de oposição ao governo e tenta expandir sua atuação para outros setores, como faz na área de educação, que lhe deu visibilidade na Assembleia Legislativa. Paralelamente, espera receber dividendos de partidos do arco de aliança do ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Além disso, Magno Malta pode sair da disputa para ser vice na chapa à presidência do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), como é divulgado na imprensa nacional. Já Ricardo Ferraço pode ser indicado para outro cargo pelo governador Paulo Hartung. Essas são duas possibilidades que facilitariam a subida dos dois novatos.
Dentro desse quadro, deve ser considerado, ainda, o delegado Fabiano Contarato (Rede), com o apoio do prefeito da Serra, Audífax Barcelos. Com reduzidas chances de obter a vitória, ele representa, no entanto, mais um empecilho na balança eleitoral.

