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Crise política em Vitória chega à Câmara de Vereadores

Os vereadores de Vitória não estão se entendendo com relação às acomodações eleitorais para o próximo ano e a ingerência do grupo do prefeito Luciano Rezende (PPS) só tem piorado a situação. O assédio a lideranças políticas para mudarem de partido não têm agradado os vereadores, principalmente se o número de cadeiras na Câmara for ampliado.
 
Na semana passada, vários discursos foram neste sentido. O vereador Luisinho Coutinho (SD) alertou para a possibilidade de afunilamento da composição das chapas no ano que vem, mas ele não está isolado na composição. O vereador Wanderson Marinho (PRP) também questionou a saída de lideranças de seu partido e a troca de espaços na prefeitura. 
 
O vereador afirmou que lideranças comunitárias de sua região, São Pedro, estão sendo cooptadas em troca de cargos que seriam ocupados pelo PRP, já que o grupo do prefeito estaria delimitando o espaço político em que o partido ficará no próximo ano. 
 
Já o vereador Max da Mata (PSD) foi direto em seu discurso. Ele questionou o líder do governo na Câmara, Rogerinho Pinheiro (PHS). Max alegou que ele estaria tentando assediar lideranças de seu partido, oferecendo cargos na prefeitura. 
 
O líder do governo negou a barganha de cargos, afirmando que a busca de fortalecimento dos partidos é natural e que o próprio Max da Mata estaria buscando lideranças para seu partido. Zezito Maio (PMDB) viu com normalidade a investida do grupo do prefeito para reforçar seu palanque no ano que vem. 
 
Caso o número de vereadores de Vitória subir, a disputa se abre, com a diminuição do quociente eleitoral e os vereadores atuais terão mais dificuldade em garantir suas reeleições. Outra situação que interfere na disputa eleitoral é o número de palanques majoritários que estão sendo esperados para a disputa, que pode ser recorde na eleição do próximo ano. Isso fará com que os partidos se dividam e as lideranças tenham que pensar com muita cautela a acomodação nas chapas proporcionais. 

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