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Culpa da crise

A cada momento que passa a gente sente que a crise no país foi causada pela falta de informação e formação política da sociedade. Fica cada vez mais claro que a responsabilidade é do movimento sindical, que é quem tem estrutura, condições e que recebeu do governo os recursos para isso. 
 
O movimento social e dos bairros aderiu aos prefeitos, entregando as associações de moradores às gestões municipais e aos movimentos políticos dos agentes locais. Isso também diminuiu a possibilidade de ação vinda da sociedade, de organização política e conscientização de classe social. 
 
Com a omissão ou cooptação desses dois que teriam as condições para a aglutinação da sociedade, sobrou para o Movimento Sem Terra (MST) e o Movimento Sem Teto (MTST) a tarefa de lutar contra o gigante do capitalismo que se infiltrou no campo político e tem mantido a posição, contra tudo e contra todos. 
 
Isso torna a luta enfraquecida. Resguardando-se todos os méritos dos dois movimentos, são grupos de choque, de volume e luta na rua ou no campo. Não tem recursos, nem a estrutura que o movimento sindical tem. Faltou ao movimento sindical entender essa realidade e buscar a movimentação para que a luta pudesse ser organizada.
 
Fica a impressão de que o movimento sindical não importa com isso, pois assiste a tudo de braços cruzados. Todas as ações geradas no Congresso Nacional, pós-golpe, não se viu nenhuma movimentação de luta permanente contra as perdas de garantias da classe trabalhadora e das ações de manutenção do golpe. 
 
As direções sindicais, envolvidas apenas com suas eleições internas e brigas de grupo pela manutenção de poder à frente das entidades, não se dão conta de em breve isso tudo será inócuo. Estamos vivendo em uma séria crise de governo, que está ponto em risco a democracia e tudo que foi conquistado com ela. Enquanto, o movimento se prende nos anéis, o trabalhador já vem perdendo os dedos. 
 
Acorda, sindicato!

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