O debate sobre a sucessão de Theodorico Ferraço (DEM) à frente da Assembleia Legislativa ainda é incipiente no plenário. Reconduzido no início do ano para a presidência da Mesa Diretora, Ferraço permanecerá no comando da Casa até o final de 2016, se não sair antes para disputar a eleição municipal. Mas já existe uma movimentação palaciana para emplacar um aliado do governador Paulo Hartung (PMDB) na presidência da Casa.
Nos bastidores, o nome do presidente da Comissão de Finanças, deputado Dary Pagung (PRP), vem sendo apontado como a aposta do governador para suceder Ferraço. O perfil do deputado contribui para a escolha.
Aliado fiel, a presença de Pagung na Mesa Diretora garantiria a manutenção do controle do Executivo sobre o legislativo. A presença de um aliado na Mesa na segunda parte da legislatura é importante porque pode haver mudança no plenário após a eleição do próximo ano.
Antes mesmo da posse dos novos deputados, o governador estava articulando a escolha de outro aliado para o comando da Casa. Entre os cotados, estava Guerino Zanon (PMDB), que presidiu a Assembleia no segundo mandato de Hartung. A movimentação esbarrou, porém, na indisposição de parte do plenário com o peemedebista.
Uma manobra garantiu a possibilidade de Theodorico Ferraço disputar a reeleição. Apesar de se postar como aliado do governador, a imprevisibilidade de Ferraço cria uma insegurança no Executivo, que Hartung não teria com Zanon.
As movimentações para a sucessão da Assembleia devem se intensificar no próximo ano, com a influência do cenário eleitoral de 2016. Outro fator que influenciará é a resistência de um grupo de deputados independentes, que também pode se movimentar para pleitear os cargos da Mesa.

