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De volta à dura realidade

Muita gente aproveitou o feriadão do Carnaval para brincar e esquecer um pouco a rotina do trabalho. Mas para a classe política esse tempo serviu também para as articulações de bastidores, que devem se intensificar a partir da próxima segunda-feira (23). Na Assembleia Legislativa será acusado de vez o golpe na CPI do Pó Preto, com a retirada do deputado Gilsinho Lopes (PR) da jogada.
 
Como a presença de 14 deputados no plenário que receberam dinheiro de poluidoras na campanha, os parlamentares estariam cogitando comandar o colegiado ou para elaborar o relatório, indicariam um deputado que tenha passado ao largo desses recursos, como o tucano Marcus Mansur. Mas independentemente da posição tomada, o estrago na vitrine da Casa já foi feito. 
 
Também deve ser definida a polêmica vaga de corregedor da Casa. Depois de o presidente Theodorico Ferraço (DEM) ter entrado em campo para apaziguar os ânimos, a ocupação da vaga deve finalmente chegar a um termo e a Casa poderá começar seus trabalhos, com a tramitação dos projetos. 
 
No Executivo, o momento é perigoso. Após o Carnaval a população começa a ficar mais ligada e a contagem regressiva para a avaliação do governo em seus primeiros movimentos se intensifica. É como cortar o fio errado da bomba relógio que acelera o relógio. 
 
Com o fim do Carnaval e com as promessas de campanha ainda frescas na cabeça do eleitor, é bom o Palácio Anchieta começar a apresentar alguma coisa, senão a cobrança dos eleitores pode não esperar os 100 dias de governo para começar a incomodar o governador. 
 
Fragmentos:
 
1 – Ainda segue envolta em mistério a ocupação das secretarias de Turismo e Esportes do Estado, que estão sendo conduzidas interinamente por aliados-coringas do governador Paulo Hartung (PMDB) .

2 – Para a Secretaria de Esportes, o deputado estadual Guerino Zanon (PMDB) está se preparando. Assim como está se preparando o suplente dele na Assembleia, José Esmeraldo (PMDB).

3 – Mas e a Secretaria de Turismo? O cargo estaria sendo guardado para ajudar na acomodação de Norma Ayub (DEM) na bancada federal, mas com a desistência dela o governador não deve puxar ninguém de Brasília.

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