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Decisão sobre comando da Assembleia deve ficar para depois da eleição

Está cada vez mais claro para os deputados estaduais que a discussão da eleição da Mesa Diretora da Assembleia vai ficar mesmo para depois do processo eleitoral de outubro. Tanto a escolha do novo presidente quanto o debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite mais uma recondução do deputado Theodorico Ferraço (DEM) ao comando da Casa. 
 
O comentário nos bastidores é de que o movimento de Ferraço de tentar encaminhar a PEC da Reeleição para antecipar o processo, naufragou. Restaria agora aguardar o processo eleitoral deste ano para retomar as articulações em torno do novo comando da Casa.
 
Para alguns deputados, a forma como o assunto foi colocado no plenário prejudicou a movimentação. Primeiro, porque foi feita de forma antecipada, e segundo, porque faltou aos condutores do processo, experiência de articulação. 
 
Toda a discussão se deu a partir de um almoço, no mês passado, entre o governador Paulo Hartung e o presidente da Assembleia, que criou um efeito visual que confundiu os meios políticos. A impressão foi de que Ferraço saiu do encontro com a reeleição costurada com Hartung, quando, na verdade, só alguns pontos foram alinhavados. 
 
Diante da não confirmação do governador sobre essa movimentação, Ferraço teria tentado dar uma demonstração de força para o Palácio Anchieta, aproveitando esse efeito visual. A estratégia foi lançar a PEC da Reeleição. Mas se era força que o deputado queria demonstrar, o plano falhou no momento em que Cacau Lorenzoni (PP), encarregado de fazer a articulação, não conseguiu reunir o mínimo de assinaturas para a PEC decolar. 
 
O questionamento dos deputados era justamente o porquê da antecipação do processo, o que o coletor das assinaturas, Cacau Lorenzoni, não soube explicar. Daí a impressão de que o movimento seria também dos demais membros da Mesa Diretora, que estariam tentando reeleger a atual composição em bloco, o que põe em discussão os cobiçados cargos subordinados à Mesa. 
 
Para os deputados, o assunto ficará agora em suspensão até outubro e a partir do resultado das eleições, as discussões podem ser levadas a outro patamar. 
 
O plenário, a partir daí, estará composto por deputados eleitos prefeitos, que darão lugar aos seus suplentes no plenário e que precisam de uma articulação diferente na preparação de suas chegadas aos executivos municipais; e de deputados derrotados, que precisam articular suas candidaturas para 2018. 
 
Entre esse nomes estarão os três membros da Mesa, que direta ou indiretamente estarão no processo eleitoral deste ano, com destaque para Ferraço, que pode sair com capital renovado e fortalecido, com sua influencia no sul do Estado ou diminuído, caso não obtenha vitória. 
 
A seu favor conta o fato de a Assembleia não ter construído um nome que possa confrontá-lo na disputa pela cadeira da presidência. O que pode mudar é a forma de diálogo, não só com Ferraço, mas também com o governador Paulo Hartung (PMDB), que vai ser influente no processo interno da Assembleia. A forma de composição política pode ficar diferente, dependendo do resultado dos deputados em suas bases e também do tamanho do capital político do governador na disputa deste ano.

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