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Definição sobre saída do PT do governo Hartung é adiada novamente

A decisão do PT em relação à saída do governo Paulo Hartung (PMDB) deveria ter sido tomada neste sábado (21) na reunião do diretório do partido, mas isso não aconteceu devido a uma confusão entre os grupos favoráveis à permanência e a juventude do partido, que queria acompanhar a votação.

Todas as correntes estavam representadas no encontro. O grupo de descontentes passou a semana fazendo os cálculos para saber se haveria número suficiente de votos para passar a proposta de saída do governo. Essa ideia é defendida pelas correntes CNB, de Perly Cipriano; Articulação de Esquerda, da ex-deputada federal Iriny Lopes; pela Democracia Socialista, do ex-vereador Alexandre Passos; pelos chamados independentes, que concentram os deputados federais Helder Salomão e Givaldo Vieira, entre outros.

No grupo dos que defendem a permanência no governo estão o secretário de Habitação e Desenvolvimento, João Coser; o deputado estadual José Carlos Nunes, e o presidente do partido, o ex-deputado Genivaldo Lievore. Mas na hora de começar a votação, a reunião foi interrompida. A juventude do partido queria participar da discussão.

O grupo favorável à permanência no governo decidiu fechar as portas e o clima ficou tenso. A decisão a portas fechadas não é uma prática do PT e irritou muitos integrantes do partido. Diante da intransigência do grupo que comanda o partido, as demais correntes deixaram o local da reunião, sem decidir se o partido fica ou sai do governo.

Com isso, o secretário João Coser e outros membros do partido que ocupam cargos no governo do Estado, ganham mais tempo. Eles relutam em deixar os cargos. Para os defensores da saída, a permanência no governo do PMDB não é mais sustentável diante do que entendem como “golpe” o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, atribuído a uma manobra do vice-presidente Michel Temer, do PMDB.

O fato de Temer ter se reunido secretamente com o governador Paulo Hartung em dezembro passado, pouco antes, do rompimento do vice com a presidente, reforça a necessidade de bater em retirada. Além disso, o governador Paulo Hartung, eleito no palanque do senador Aécio Neves (PSDB),nunca se posicionou favoravelmente à presidente, já o PMDB do Estado se colocou muito claramente a favor do impeachment, com o apoio velado de Hartung.

Não são apenas os cargos no governo do Estado que estão em xeque. Os ocupantes de cargos federais também estão sendo cobrados pela militância a deixar seus postos, como o diretor da Codesa e ex-deputado estadual, Roberto Carlos, e o superintendente Magno Pires, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

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