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Deputado denuncia plano de fechamento de escolas estaduais

Na curta sessão da Assembleia Legislativa desta terça-feira (24), o deputado Sérgio Majeski (PSDB) denunciou uma situação que pode levantar nova polêmica na área da educação. Segundo o deputado, algumas escolas estaduais já estão recebendo orientação para não fazer novas matrículas no período noturno para o ano letivo de 2016
 
O deputado denuncia a intenção do governo do Estado em fechar escolas. Majeski afirmou que o governo pretende fechar pelo menos uma escola em Vitória, no Centro, e outras duas em Irupi, na região do Caparaó, com base no que o deputado chamou de pseudo-economia. 
 
Caso o governo do Estado efetue mesmo esse plano, a estratégia, politicamente falando, parece ser bem arriscada, dado o exemplo de São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta uma série de protesto por causa do fechamento de 74 escolas naquele estado. 
 
O clima parece estar prestes a esquentar também em Mato Grosso, onde o governador Pedro Taques, do PDT, partido que tem como bandeira nacional a educação, anunciou a intenção de fechar cinco escolas estaduais. Mesmo diante dos exemplos que vêm de fora, Hartung, que também foi eleito defendendo a educação, vai se arriscar fechando escolas. 
 
Embora o governo tenha conseguido uma blindagem da mídia em relação ao fechamento de mais de 500 turmas em todo o Estado e evitado qualquer tipo de acompanhamento isento ao projeto “Escola Viva”, que tem sido vendido como um sucesso em educação, o fechamento de escolas pode forçar a mobilização estudantil e trazer prejuízos políticos a Hartung
 
Em seu discurso na Assembleia, o deputado Sérgio Majeski cobrou um acompanhamento mais presente do Ministério Público Estadual (MPES) em relação às denúncias de fechamento de escolas. Mas o órgão ministerial não tem atuado na questão do fechamento de turmas nem das implicações para as comunidades com a implantação da Escola Viva – que não atende a todos os estudantes. Muitos alunos foram forçados a mudar de escola. A imposição tem incentivando a evasão dos que não podem permanecer em tempo integral na escola, como exige a carga horário do Escola Viva.

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