O projeto de ampliação da concessão do tíquete alimentação dos servidores da Assembleia Legislativa, aprovado recentemente, acabou chamando a atenção para uma outra atividade na Casa. Na sessão desta segunda-feira (24), o deputado Sérgio Majeski (PSDB) questionou à Mesa Diretora sobre a ocupação de cargos por policiais militares para prestar consultoria.
A existência do cargo de consultor, alguns com salários de até R$17 mil, foi trazida à tona pelo jornal A Tribuna nesse sábado (22). Os militares ocupariam cargos de consultoria e estariam na Assembleia para dar assessoria em projetos de interesse da Polícia Militar.
O questionamento de Majeski foi direcionado ao presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), que estuda a possibilidade de desligar os policiais dos cargos do legislativo. O deputado Da Vitória também tentou explicar a presença dos militares no Legislativo, pela ótica da assessoria nos processos relativos à categoria.
O que chamou a atenção dos meios políticos sobre a existência dos militares em uma posição de assessoria na Casa, foi a aprovação do projeto 24/2016 , de autoria da Mesa Diretora, que expande o recebimento do tíquete para os servidores cedidos ao Poder, no valor de R$ 940,00.
O caso deve causar muita dor de cabeça para a atual Mesa Diretora. Logo após o questionamento, a sessão ordinária foi derrubada por falta de quórum no plenário.

