Um projeto do judiciário que teve pedidos de urgência lido no Expediente da Assembleia desta terça-feira (8) causou confusão no plenário da Casa. Isso porque muitos deputados não conheciam a matéria e outros estavam confundindo com outro projeto também oriundo do Judiciário.
O requerimento de urgência em questão tratava do Projeto de Lei Complementar nº 027/2015, que altera a redação do artigo 6º da Lei Complementar nº 219/2001, que dispõe sobre o Fundo Especial do Poder Judiciário. A matéria nem foi publicada no Diário do Legislativo, mas já integrava o Expediente, com o pedido da Mesa Diretora.
No plenário, os deputados encaminharam pela rejeição do pedido de urgência, que chegou a ser posto em votação. O deputado Guerino Zanon (PMDB) se queixou que o projeto não foi discutido na reunião do colégio de líderes que aconteceu mais cedo na Casa. Já o deputado Gilsinho Lopes (PR) destacou o fato de os deputados não conhecerem a matéria.
A proposta chegou a ser colocada em votação e, visualmente, parecia haver unanimidade no plenário para rejeitar a urgência, mas o resultado não chegou a ser proclamado pelo deputado Hércules Silveira (PMDB) que presidia a sessão no momento.
Mas o presidente do Legislativo, Theodorico Ferraço (DEM), chegou à sessão para tentar apagar o incêndio, argumentando que os deputados estavam fazendo “confusão” com os projetos.
Diante do impasse, o líder do governo, Gildevan Fernandes (PV), pediu para que o pedido de urgência fosse votado na sessão desta quarta-feira (9) para que os deputados tenham tempo de conhecer o projeto.

