Quinta, 26 Mai 2022

​Deputados divergem sobre o retorno das sessões presenciais na Assembleia

plenario_ales_pandemia5_lucasilvacosta Lucas Silva Costa

A uma cobrança de resposta da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa sobre o pedido de retorno das sessões presenciais, feito pelo deputado Sergio Majeski (PSB) na semana passada, estabeleceu-se uma divergência entre os deputados nesta terça-feira (20), sobre a necessidade de volta à normalidade, como vem ocorrendo no Congresso Nacional, nas escolas e em outras instituições. Fabrício Gandini (Cidadania) encabeçou a lista dos que são contrários à medida, sendo acompanhado por Iriny Lopes (PT) e Rafael Favatto (Patriota).

A solicitação foi feita ao primeiro secretário da Mesa, Dary Pagung (PSB), que substituía o presidente Erick Musso (Republicanos), que, momentos antes, havia registrado presença de forma online. Majeski justificou que está ruim para a imagem da Casa a manutenção das sessões hibridas, com a maioria dos deputados participando de forma remota.

Ressaltou que muitos deputados registram presença online, mas não respondem quando são chamados a participar das votações e outras discussões. E completou dizendo que não há controle efetivo da Mesa sobre a participação e a presença dos deputados que não estão no plenário.

"Todos os deputados estaduais já completaram o ciclo recomendado de imunização e a maioria já retomou as agendas nos gabinetes e externas, principalmente, de modo presencial, participando de reuniões, inaugurações e outras atividades, e no mesmo ritmo de antes da pandemia. As sessões virtuais e híbridas foram opções essenciais para a retomada dos trabalhos da Assembleia enquanto a vacinação ainda não havia avançado, mas agora o panorama atual de imunização da população capixaba já garante maior segurança", defendeu o deputado.

Gandini, contrário ao retorno de todos, usou como argumento as "vantagens da tecnologia". Sugeriu que as sessões presenciais poderiam ser feitas uma vez por semana em a cada 15 dias e citou como exemplo a Vale, empresa que vem reduzindo o trabalho presencial, sendo rebatido por Majeski, Adilson Espindula (PTB) e Dr. Hércules (MDB).

Para Majeski, a comparação com uma empresa privada não se justifica. Dr. Hércules enfatizou: "Nós temos que ficar é aqui, pois fomos eleitos para ficar aqui", e acrescentou que o assunto deve ser resolvido pelo colégio de líderes. Já Adilson Espindula afirmou que vem de Santa Maria de Jetibá, cidade que fica a 64 quilômetros de Vitória, e não acha incômodo nenhum, além de não entender a dificuldade dos deputados que moram na própria Grande Vitória.

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Comentários: 1

Agmarcarioca amigo do mito em Sexta, 22 Outubro 2021 18:53

fica em casa sem receber

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