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Deputados ficam fora da primeira reunião entre governo e representantes do movimento

Depois da repercussão negativa no Palácio Anchieta do encontro entre os deputados estaduais e as mulheres dos policiais militares, a Assembleia ficou de fora da primeira reunião entre o governo do Estado e os representantes do movimento. Para a reunião de três horas na noite dessa quarta-feira (8), o governo chamou somente as mulheres dos policiais e dirigentes de associações ligadas à PM.

Os deputados já entenderam o recado do governo de que não são bem-vindos na negociação e trataram de mergulhar sobre o assunto. Na coletiva dessa quarta-feira (8), o governador em exercício César Colnago (PSDB), chegou a dizer que as negociações que estão sendo feitas pelo governo com o movimento foram “sabotadas” por atores políticos, claramente se referindo à reunião que acontecera na Assembleia. A polêmica reunião aconteceu na noite de terça-feira (7), e além dos deputados contou com a presença da senadora Rose de Freitas (PMDB), o que teria irritado o governador Paulo Hartung, de quem a senadora é desafeta política.

Alguns deputados reagiram às ações do governo ainda na quarta-feira. Sérgio Majeski (PSDB) gravou um vídeo esclarecendo as ações discutidas na reunião, que contou com a presença de dois terços da Casa. O deputado Josias Da Vitória (PDT), também gravou vídeo para sua página no Facebook, e registrou que “somente não houve representação do governo, pois não quiseram, já que foram convidados”. Já o ex-presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), divulgou nota pedindo a cabeça do secretário de Segurança, André Garcia.

Nesta quinta-feira (9), porém, o clima é de silêncio na Assembleia. O legislativo continua de portas fechadas por causa da insegurança, sobretudo para os funcionários da Casa. Os poucos deputados que estão se manifestando sobre o assunto adotam um discurso conciliatório e otimista para a negociação avançar e a paralisação acabar. Mas evitam imiscuir diretamente nos rumos da negociação.

O recado passado pelo governo do Estado é de que a Assembleia não deve intervir na negociação já que a estratégia do governo é outra. Com a recém-troca de comando no Legislativo, com o comando da Casa nas mãos de Erick Musso (PMDB), os deputados devem agora evitar qualquer tipo de confronto com o governo do Estado, acostumado à obediência cega dos parlamentares.

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