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Deputados se mostram insatisfeitos com acordo para redução do valor de emendas

Uma parte dos deputados estaduais está bem insatisfeita com o acordo celebrado com o secretário-chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos da Fonseca Júnior, e o secretário de Planejamento do Estado, Regis Mattos. Os interlocutores do governo propuseram aos deputados a redução das emendas individuais de R$ 1,2 mil para R$ 500 mil. Mas a insatisfação dos parlamentares não é exatamente com os representantes do governo e sim com o presidente da Comissão de Finanças da Casa, Dary Pagung (PRP).

Dary, no encontro entre os deputados e os secretários, insistiu no acordo de redução para R$ 500 mil, só que ninguém sabia que ele já havia liberando R$ 723 mil de suas emendas particulares. O deputado foi o que conseguiu o maior valor entre os 30 deputados estaduais.

Entre os que conseguiram os maiores valores, o Padre Honório (PT) aparece em segundo. Dos R$ 500 mil empenhados, o petista tem à disposição R$ 480 mil. Bruno Lamas, deputado do partido do ex-governador Renato Casagrande, o PSB – adversário político do governador Paulo Hartung -, tem R$ 210 mil empenhados e já pagos em emendas.  

O líder do governo, Gildevan Fernandes (PMDB), tem empenhados R$ 217,1 mil, o que mostra que ele também tem crédito com o governo. Do montante, já foram pagos R$ 200 mil e estão liberados mais R$ 17,1 mil restantes. Da Vitória (PDT), que tem empenhados R$ 279, 1 mil, já conseguiu liquidar R$ 245 mil e ainda tem disponíveis R$ 34,5 mil.

A deputada Raquel Lessa (SD) vem em quarto na lista dos que mais conseguiram emplacar emendas individuais. Ela tem empenhados R$ 325,6 mil e já liberados R$ 134,3 mil. Ela é seguida de perto pela deputada Luzia Toledo (PMDB), que tem disponível para retirada os R$ 134 mil que estão empenhados.

Do outro lado da tabela estão deputados que não viram nenhum centavo até agora. O caixa fechado, nesses casos, teria motivos diferentes. Há aqueles deputados que o governador previa como vitórias certas na disputa eleitoral, como o caso do vice-líder do governo Erick Musso (PMDB), o segundo secretário da Mesa Diretora, Cacau Lorenzoni (PP), os deputados Edson Magalhães (PSD), e o deputado Marcelo Santos (PMDB), que ainda disputa o segundo turno em Cariacica.

Já outros deputados estão no grupo dos que não se alinham sempre ao Palácio Anchieta, caso de Sérgio Majeski (PSDB), Hudson Leal (PTN), Eliana Dadalto (PTC) e Enivaldo dos Anjos (PSD).

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