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Deputados sobem o tom e discussão vira bate-boca na Assembleia

O clima no plenário da Assembleia voltou a esquentar na tarde desta segunda-feira (2). No mesmo dia em que o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017 chegou à Casa, os deputados rejeitaram o Projeto de Resolução 39/2015, do deputado Sérgio Majeski (PSDB), que determinava a votação das emendas parlamentares uma a uma. 
 
Mas a situação ficou pesada depois da votação do projeto, quando o deputado José Esmeraldo (PMDB) resolveu disparar contra o tucano, que reagiu e causou constrangimento nos demais deputados.
 
Na verdade, o clima não estava nada favorável a Majeski desde o início da sessão, porque os deputados estavam irritados com um boato de que um assessor do parlamentar teria desmerecido os outros deputados. Todo esse clima criou uma série de provocações ao deputado. Nesse clima de tensão, o líder do governo Gildevan Fernandes (PMDB) disse que o deputado sempre que não conseguia aprovar um projeto, alegava que isso diminuía o parlamento. 
 
Majeski tentou justificar seu projeto, lembrando que o último Orçamento foi aprovado do jeito que chegou à Casa. “É o momento em que os parlamentares têm de influenciar de forma objetiva como o dinheiro do estão será utilizado. Hoje se vota um bloco de 20, 30 emendas. Elas são votadas e reprovadas independentes do teor”, disse o deputado. Ele rebateu o argumento de que a votação em separado das emendas demandaria muito tempo. “Isso é o cerne, o que move a política pública que vai ser implementada no Estado. Não significaria perder tempo, mas ganhar”, ponderou.
 
Já o presidente da Comissão de Finanças, Dary Pagung (PRP), alegou que o projeto de Majeski excluía a exceção da votação em bloco das emendas, que é definida por votação do plenário. O projeto altera o parágrafo 2º e suprime o parágrafo 3º do artigo 241 da Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, vedando a possibilidade de as emendas ao orçamento serem votadas em grupos. 
 
Embora o projeto tenha sido aprovado pelas Comissões de Justiça e Cidadania, Pagung encaminhou pela votação de acordo com o parecer da Comissão de Finanças, que foi pela rejeição. A proposta foi arquivada por 14 votos a dois. 
 
Depois de passada a votação, pensava-se que o assunto havia sido sepultado. Até que José Esmeraldo foi à tribuna da Casa e chamou Majeski de “deputado fujão”, afirmando que ele não fica até o fim das sessões. Majeski reagiu dizendo que o peemedebista “mentiu” e pediu retratação. Esmeraldo se descontrolou no plenário e começou a gritar com o colega de plenário. O tucano reagiu novamente, chamando o colega de “doido”. Tudo foi registrado pela taquigrafia.

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