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Derrama: discurso de manobra política cai por terra frente à materialidade das provas

A reação dos delegados da Política Civil sobre a tentativa de desqualificar as investigações que culminaram com a  Operação Derrama, desarma um processo de blindagem dos principais atores envolvidos no caso. A prisão dos acusados e as denúncias que vêm a público são escoradas em um cabedal de provas, o que descarta a tese desse viés político.

O discurso foi adotado no momento em que o aprofundamento das investigações apontaram o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) como um dos participantes do esquema de corrupção entre a CMS Consultoria e prefeituras de Itapemirim.

Enquanto as investigações se concentravam apenas na prisão de ex-prefeitos, assessores e empresários, a operação não teve esse tipo de avaliação. Na nota, publicada no site do Sindicato de Delegados de Polícia Civil do Estado (Sindelpo), os delegados afirmam que a “qualquer insinuação de ingerência política nas operações do Nurocc e da Polícia Civil é uma grave leviandade que deve ser rechaçada”.

Na verdade, as investigações tiveram início de forma completamente técnica, a partir do cruzamento de dados feitos por um software especializado no Tribunal de Contas. O resto foi comprovado por diligências da Polícia Civil.

Esta não é a primeira vez que as apurações de denúncias de corrupção no Estado sofrem investidas com tentativas de desgaste. Em abril do ano passado, a Operação Lee Oswald desbaratou um esquema de corrupção encubado Presidente Kennedy e citava, inclusive, o ex-governador Paulo Hartung. Encabeçado pelo Tribunal de Justiça do Estado, o caso foi colocado em suspeição e o presidente do Tribunal, Pedro Valls Feu Rosa, acusado de extrapolar em suas funções.

Essas ações, nos meios políticos, são vistas como tentativas de evitar que os aliados do governo anterior, que vem figurando em denuncias de corrupção possam a abalar a imagem do sistema político que deu sustentação ao governo passado.

Mas com o fim do governo, arranjo institucional que envolvia Tribunal de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa, começou a se fragmentar. Com o fortalecimento de algumas dessas instituições, o trabalho fiscalização do Estado passou a ser diferente e as ingerências políticas deixaram ditar o comportamento dos poderes.

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