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Desrespeito

O governador Paulo Hartung (PMDB) em sua campanha eleitoral falava em duas coisas: Chacoalhar o Estado e melhorar a educação pública com o Escola Viva. O primeiro conceito é bem abstrato, o que significa chacoalhar? O segundo é bem concreto, entregar a educação pública para a iniciativa privada.
 
Mas isso não bastava, o governador entregou a seu fiel escudeiro, Haroldo Rocha, a missão de enxugar a rede. E com as planilhas na mão e a uma visão bem economicista, ele tem feito isso. A lógica parece simples: Se uma turma tem 25 alunos e a outra tem 15, vamos juntar tudo e fazer economia. Mas na prática a coisa não funciona assim, ainda mais no meio do ano, como vinha acontecendo. 
 
E a coisa não parou por aí. Não satisfeito em fundir as turmas, o governo acha que não vai ter problema se fechar uma escola inteira. Ora, se tem uma outra escola no bairro vizinho, é só transferir os alunos. Como se fossem objetos inanimados, o governo vem fazendo sua “readequação”, sem considerar as questões sociais envolvidas nisso. 
 
A principal vítima tem sido os alunos do período noturno, na sua maioria, jovens e adultos trabalhadores. Além da clientela que vislaumbra na Educação de Jovens e Adultos (EJA) a chance de concluir os estudos  e melhorar a condição sócioeconômica. Mas isso não aparece nas planilhas de cortes de gastos. 
 
Essa atitude antidemocrática e desrespeitosa com a comunidade escolar tem preparado o terreno silenciosamente, tentando evitar o alarde que levou outros Estados ao caos. Mas não dá para mexer na vida das pessoas dessa forma sem que haja reação. E a coisa começa a ganhar corpo entre estudantes, pais e professores estão revoltados com a falta de diálogo do governo. 
 
Uma escola não é apenas um prédio em que as pessoas vão para ter aulas. É muito mais. Ela tem significado para a comunidade que a cerca. A crise não pode ser justificativa para mexer dessa forma com a educação, que é constitucionalmente dever do Estado e não um favor. 
 
Fragmentos
 
1 – Com a presença de mais de 500 pessoas entre populares, lideranças políticas, religiosas, comunitárias e empresários de vários municípios capixabas, o deputado federal Helder Salomão prestou contas de seu primeiro ano na Câmara, no último sábado (28), em Cariacica.
 
2 – A Mesa Diretora da Câmara de Linhares notificou, na sexta-feira (27), a prefeitura, pedindo informação, em caráter de urgência, sobre as medidas adotadas pelo município para resolver a situação das pessoas afetadas pelo rompimento da barragem da Samarco-Vale-BHP, em Mariana (MG).
 
3 – O ex-vereador Aloizio Varejão (PSDB) ingressou na Justiça requerendo a suplência deixada por Luiz Emanuel na Câmara. O entendimento dele é de que a vaga pertence ao partido e não à coligação. A cadeira está sendo ocupada por Fábio Lube (PDT). 

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