A lista com o nome de gestores que tiveram contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES) foi enviada na última terça-feira (5) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e chamou a atenção pela presença de lideranças competitivas na disputa eleitoral deste ano. Mas também surpreendeu por ausências de alguns nomes esperados pelo mercado político.
Com as contas rejeitadas pelo Tribunal, o deputado Edson Magalhães (PSD) não entrou na lista de impugnáveis graças à demora na definição sobre um recurso especial que o deputado impetrou na Corte. O recurso, que tratava do erro de grafia no nome do gestor e do advogado, estava desde março com o conselheiro José Antônio Pimentel.
Ele apresentou seu voto esta semana, favoravelmente ao deputado, mas o conselheiro Domingos Taufner também pediu vista do processo. Com isso, a tramitação na ação não termina e Magalhães fica fora da lista. Em Guarapari, o clima era pela manutenção da rejeição das contas do prefeito na Câmara dos vereadores, o que o torna impugnável.
Mas com a indefinição, o deputado pode articular sua candidatura com mais tranquilidade. Para as lideranças locais, essa possibilidade mexe com o cenário eleitoral no município. Sem Edson Magalhães na eleição, o pleito tendia a ficar polarizado entre Carlos Von (PSDB) e Gedson Merízio (PSB). Com Edson no processo, ele se torna favorito e a tendência é haver confluência de forças para enfrentá-lo.
Mas não é só o Tribunal de Contas que representa perigo ao favoritismo de Magalhães, o deputado tem outro processo, tramitando no Tribunal Regional Federal (TRF-2), que também pode levá-lo a uma condenação colegiada e, consequentemente, a uma candidatura impugnada, embora possa protelar a definição com recursos até o fim do pleito.
Em 2012, Magalhães teve a candidatura impugnada, mas competiu mesmo assim. Os votos do deputado, porém, foram anulados e, como ele recebeu mais da metade dos votos para a disputa à prefeitura, uma nova eleição extemporânea foi realizada em 2013, sem a presença dele.

