quarta-feira, abril 8, 2026
26.3 C
Vitória
quarta-feira, abril 8, 2026
quarta-feira, abril 8, 2026

Leia Também:

Edson Magalhães vira incógnita na eleição de Guarapari

Se em 2008, a candidatura de Edson Magalhães (PMDB) na corrida pela prefeitura de Guarapari foi um fator chave na disputa local, este ano não será diferente. O deputado estadual, que seria um dos nomes mais fortes na eleição, enfrenta uma dificuldade crucial: conseguir superar as pendengas na Justiça para colocar sua campanha na rua. 
 
Mas a primeira aresta a ser aparada é a partidária. O deputado tem até o próximo dia 18 para escolher um novo partido para se filiar, antes que feche a janela migratória garantida aos parlamentares com a emenda do Congresso Nacional à minirreforma eleitoral. Mas essa não parece ser uma tarefa fácil. 
 
Quando decidiu se desfiliar do DEM, no ano passado, Magalhães acertou por cima sua entrada no PMDB, mas na municipal suas articulações encontram muitas resistências internas. Os peemedebistas de Guarapari não aceitam a ideia de que o partido agora tem o controle de Edson Magalhães e estariam dificultando as articulações para o deputado. 
 
A procura por outra sigla começou bem antes de a janela migratória ter sido aberta. Quando prefeito, Edson Magalhães era filiado ao PPS, de onde saiu estremecido com o dono do partido no Estado, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende. 
 
No DEM, ajudou a eleger o atual prefeito Orly Gomes, que agora se tornou seu desafeto político, daí a migração para o PMDB, onde poderia enfrentá-lo com o apoio do governador Paulo Hartung. Mas em Guarapari a conversa foi outra e o ex-prefeito ficou sem espaço.
 
Magalhães procurou abrigo no PSB e, mais recentemente, no PSDB. Em ambos os ninhos encontrou problema semelhante, já que os partidos vão apostar nas pratas da casa. O vereador Gedson Merizio é o nome socialista na disputa e já articula com outros partidos seu arco de aliança. No ninho tucano, o obstáculo é o pré-candidato Carlos Von, que quase levou a disputa extemporânea contra Orly Gomes, em janeiro de 2013 e não abre mão da disputa. 
 
Mas a acomodação partidária não é o único obstáculo a ser superado por Edson Magalhães. Se a Câmara de Vereadores confirmar a expectativa dos meios políticos locais e rejeitar as contas de Edson Magalhães, o deputado terá uma condenação colegiada e entra na lista de fichas sujas para a eleição deste ano. 
 
O Tribunal de Contas rejeitou os balanços relativos ao exercício de 2011 de Magalhães à frente da prefeitura. Ao todo, a área técnica do TCES apontou 13 irregularidades nas contas. A mais grave é a que se refere ao descumprimento da Constituição na aplicação dos recursos destinados à educação. Em vez dos 24% estabelecidos pela Constituição, a prefeitura aplicou 23,44%. Magalhães poderia ser salvo pela Câmara, mas hoje ele tem minoria, o que complica ainda mais sua situação para a disputa.

Mais Lidas