Desde o último domingo está circulando nas redes sociais um abaixo-assinado pedindo a saída do secretário estadual de Educação Haroldo Rocha. A movimentação da comunidade escolar mostra que a insatisfação com a política educacional do governo Paulo Hartung (PMDB) é crescente e já se transformou em um grande problema político.
De vitrine do governo a calo no sapato, o Escola Viva foi o início do desgaste político do secretário, que mesmo com toda a campanha de “abafa” dos problemas do programa. Haroldo Rocha, atendendo as ordens do governador, impôs o Escola Viva a pais, professores e estudantes. A maneira autoritária adotada pelo governo ajudou a aumentar a resistência ao programa, que hoje é malvisto por grande parte da comunidade escolar.
Uma vez implantado, o programa revelou disparidades na atenção à educação. Enquanto o governo investia no Escola Viva, o restante do sistema estava sendo estrangulado, com o fechamento de turmas, turnos e escolas. A crise política na educação não tem ganhado espaço na chamada grande imprensa, mas na Assembleia, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) tem feito o enfrentamento à política de educação do atual governo, denunciando as situações que lhe chegam como demanda. E são muitas.
A imagem que a comunidade escolar vem fazendo de Haroldo Correia Rocha não favorece o governo do Estado, imagem que foi destacada no texto do abaixo-assinado.
“Mesmo estando em um regime democrático, o secretário e a equipe da SEDU têm tomado decisões sem ouvir a comunidade escolar. Também parece desconhecer a situação da maioria das escolas da rede estadual e deixa a impressão de nunca ter estado em uma sala de aula da rede pública estadual”, diz o texto.
Em São Paulo, onde o fechamento de escolas se tornou um problema grave no governo Geraldo Alckmin (PSDB), as mesmas práticas levaram à queda do secretário de Educação Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e fez com que o governador tucano revogasse o decreto que instituía a “reorganização escolar” daquele estado que, como aqui, significa o fechamento de turmas e escolas.
No Espírito Santo, foi preciso a intervenção da Justiça para que o governo voltasse atrás no fechamento de escolas, mesmo assim, as unidades reabertas são as que estão citadas na ação movida pelo Ministério Público. Para tentar ampliar a denúncia, professores e alunos pedem nas redes sociais que o não cumprimento da decisão da Justiça entrando em contato com a Promotoria de Justiça Cível de Vitória (Maria Cristina Rocha Pimentel). Rua Raulino Gonçalves, nº 190, Enseada do Suá, Vitória-ES. (27) 3145-5000. E-mails: [email protected] ou [email protected]

