Se para a disputa ao governo do Estado, Paulo Hartung (PMDB) tem conseguido limpar o campo, criando a expectativa de uma reeleição tranquila em 2018, na disputa ao Senado o cenário é bem diferente. A leitura nos meios políticos é de que o próximo ano pode trazer a eleição mais concorrida dos últimos pleitos para as duas vagas a que tem direito o Espírito Santo em Brasília.
Outra tendência que vem sendo apontada pelos meios políticos é a de que senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) possam estar em palanques diferentes em 2018. Os dois parlamentares até ensaiaram uma parceria no final do ano passado, mas a dupla foi desmanchada com as denúncias de executivos da Odebrecht que incluíram o tucano na lista de lideranças que receberam recursos da empresa na eleição de 2010, o que fez com que o senador Magno Malta o abandonasse.
Em 2010, eles não estiveram exatamente juntos. Como Malta, à época, era desafeto político de Hartung, uma movimentação atravessada aconteceu. Malta pediu votos para Ricardo, mas Ricardo pediu votos para Rita Camata (PSDB), que estava em outro palanque. Mesmo assim, Malta se elegeu com o voto do eleitorado mais popular.
Este ano, porém, a situação é diferente e Malta pode ter um adversário que dividirá esse voto. Nesta terça-feira (22), um grupo de deputados estaduais pretende lançar a pré-candidatura do deputado Amaro Neto (SD) ao Senado, o que pode impor um adversário forte a Malta. O senador, porém, pode ficar fora da disputa no Estado, caso seu projeto, ainda que distante, se realize. Ele vem tentando se credenciar a candidato a vice-presidente na chapa do deputado conservador Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Ricardo Ferraço também pode ter um adversário forte, se o projeto do ex-governador Renato Casagrande (PSB) de disputar o governo do Estado naufragar. Em seu grupo há uma expectativa de que ele possa disputar o Senado, tendo Rose de Freitas (PMDB) como candidata ao governo em seu palanque, fazendo dupla com Malta. A candidatura de Renato Casagrande poderia rivalizar com a de Ricardo Ferraço, na disputa por essa vaga.
Todos ficam ameaçados, porém, se o deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) vier para a disputa de uma das vagas. Ele não descarta a possibilidade e tem cultivado uma imagem que lhe dá projeção em todo o Estado. Com o rotulo do “novo”, pode transitar em todos os municípios e todas os tipos de eleitor, também criando condições de rivalizar com os nomes colocados.
Como é desafeto político de Hartung, pode ser um nome para disputar ao lado de Renato Casagrande, o que fortaleceria o socialista, ou pode estarem um outro palanque sem parcerias já conhecidas da política capixaba.

