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Eleita sem apoios, deputada não tem amarras com grupos políticos

A deputada estadual Eliana Dadalto (PTC) vive um momento de ascensão no quatro eleitoral de Linhares, a partir de sua suada eleição em 2014. Ela chegou à Assembleia sem o apoio das lideranças mais cacifadas do município, o que a coloca em posição de independência dos demais grupos do município.
 
Embora tenha origem política na gestão do ex-prefeito José Carlos Elias (PTB), quando assumiu a Secretaria de Ação Social, estruturando a pasta e ganhando projeção no setor, Eliana hoje se afastou desse grupo. Ela foi eleita em 2012 vice-prefeita da gestão Nozinho Correa (PDT), mas o não cumprimento do compromisso eleitoral de recolocá-la na Secretaria de Ação Social e o fato de não receber espaço para que fosse uma vice atuante, também a fizeram se afastar do grupo do atual prefeito. 
 
Em entrevista a Século Diário que vai ao ar neste sábado (9), a parlamentar conta sua trajetória política, a experiência na Ação Social e na sala de aula, para onde voltou na gestão Guerino Zanon (PMDB), a partir de 2008. Sem buscar confronto com os demais grupos políticos do município, Eliana Dadalto fala também sobre essa nova fase na Assembleia.
 
Ela não afasta o olhar, porém, do quadro eleitoral do município para a disputa de 2016. E para os meios políticos, pode se tornar uma alternativa, já que o quadro do município está aberto. O prefeito Nozinho Correa está em desgaste político. Ele não deve disputar, já que o partido pretende apostar na candidatura de Luiz Durão. Ele, porém, sofre prejuízo político com a identidade com o atual prefeito. 
 
Nozinho ensaia o apoio ao presidente da Câmara de Vereadores, Miltinho Colega (PSDB), mas a articulação no legislativo municipal para tirar Guerino Zanon do páreo, com a rejeição das contas de 2011 do peemedebista, arranhou a imagem do tucano.
 
Para todos os efeitos, a manobra complicou a vida de Guerino Zanon, que terá de reverter na Justiça o fato de estar com a ficha suja. José Carlos Elias também tem problemas na Justiça e deve ficar fora do pleito. Neste sentido, o campo fica aberto para novas lideranças que queiram disputar a eleição. Eliana Dadalto ainda não crava sua participação na disputa, mas também não descarta a entrada no processo eleitoral. 

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