O debate sobre as reformas Trabalhistas e da Previdência vai ser um teste de fogo para os deputados federais do Espírito Santos. Os eleitores do Estado estão atentos ao posicionamento dos parlamentares capixabas sobre o tema e alguns deputados já expressaram suas opiniões, enquanto outros estão sendo cobrados pelos eleitores.
O deputado Givaldo Vieira (PT) descorda do projeto. Ele afirma que o projeto vai excluir milhões de pessoas da Previdência, aumentando a pobreza entre os mais idosos. A posição é compartilhada pelo colega de bancada, Helder Salomão. O deputado defende a mobilização contra a perda das garantias dos direitos trabalhistas. “No que depender de mim, essas reformas não passarão”, disse o deputado em uma postagem em sua página no Facebook.
O deputado Carlos Manato (SD) é outro que também vota contra a proposta por uma questão partidária. O Solidariedade, que é comandado pelo deputado federal Paulinho da Força, é contrario às mudanças trabalhistas e previdenciárias e já orientou a bancada na Câmara a votar contra o projeto.
Sérgio Vidigal (PDT) vem buscando elementos para seu posicionamento. Nesta segunda-feira (20) ele realiza no Plenário da Assembleia o seminário estadual que discute a reforma trabalhista. No convite para o encontro o deputado mostra que a preocupação é grande com a possibilidade de perdas de direitos adquiridos ao longo dos anos.
Paulo Foletto (PSB) é outro que quer um debate propositivo. Em vídeo, o socialista defende reforma previdenciária, mas sem penalização do trabalhador. “Existem medidas que podem compensar o déficit da previdência. Um exemplo é a revisão da dívida pública. Reforma sim, mas arrocho ao trabalhador, não”, destacou.
A mais nova integrante da bancada, deputada Norma Ayub (DEM) aderiu a uma das emendas – há 69 – que alteram ao texto original da PEC 287. Entre as emendas estão a proteção às pessoas com deficiência e aos idosos; tempo de contribuição, idade e cálculo do valor da aposentadoria, nas diversas área de trabalho e pensão por morte.

