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Em busca de nome de consenso, blocão reúne lideranças de 14 partidos em Vila Velha

(Atualizada às 17h22) Lideranças de 14 partidos estão construindo o chamado blocão em Vila Velha. A frente, que já se reuniu pelo menos quatro vezes nas últimas semanas, pretende escolher um nome de consenso para representá-la. Os interlocutores do grupo afirmam que as conversas estão avançando pouco a pouco. 
 
Entre as principais lideranças canelas-verdes, apenas Neucimar Fraga (PSD) e o prefeito Rodney Miranda (DEM) estão fora do blocão. Aliás, o blocão teria sido formado a partir desse ponto em comum, ou seja, as lideranças tinham certeza de que não queriam fazer qualquer composição com Neucimar ou Rodney.
 
PSDB, PMDB, Rede, PTC, PP, PEN, PTB, PPL, PRB, PSL, PRTB, PCdoB, PSDC e PT são os partidos que formam o bloco. Desse grupo, haveria pelo menos sete nomes, até o momento, que se colocam como candidatos para representar a frente. São eles: Maurício Gorza (Rede), Alexandre Salgado (PTC), Jorge Anders (PTB), Vasco Alves (PPL), Hércules Silveira (PMDB), Max Filho (PSDB) e Rafael Favatto (PEN).
 
Na lista de pré-candidatos, dois nomes se destacam: Max Filho e Hércules. Mas uma das lideranças que faz parte do “G7” considera remotíssima a candidatura do deputado federal do PSDB e no mínimo remota a do deputado estadual Hércules Silveira. Ele acredita que o consenso deve ser criado em torno dos outros cinco nomes que figuram na lista. 
 
Maurício Gorza, que tem participado dos encontros, explica que o blocão não tem um “dono”. “As coisas foram acontecendo naturalmente. O que num primeiro momento uniu as lideranças foi essa certeza de que não queríamos caminhar com Rodney e Neucimar”, diz o ex-vereador e pré-candidato da Rede. Ele acrescenta que o blocão é uma resposta ao vazio da população, que está em busca de um candidato que seja ético, experiente, ficha limpa e “da terra”, fazendo menção ao fato de Neucimar e Rodney não serem canelas-verdes ou tampouco capixabas.
 
Alexandre Salgado, outro entusiasta do blocão, aposta no grupo como alternativa nas eleições de Vila Velha. Nas contas de Alexandre, há cinco nomes confirmados e outros três que ainda podem se colocar como representantes do blocão. “O que ficou decidido na última reunião é a formação de um comitê somente com os presidentes [dos partidos] e os candidatos confirmados para a decisão”. Ele se refere à “decisão” como o momento em que as lideranças irão bater o martelo em torno de um nome.
 
Alexandre, assim como Gorza, esclarece que o blocão não é apenas para definir um nome de consenso para a disputa majoritária, mas, sobretudo, para a proporcional. “Nas reuniões as lideranças estão colocando também seus pré-candidatos a vereador”, afirma Alexandre. Ele acrescenta que a ideia é fazer coligação com dois ou no máximo três partidos dentro do bloco.
 
A próxima reunião será nesta quinta-feira (9).
 
Após a publicação desta reportagem, o presidente municipal do PRB, Cristiano Batista Machado, procurou a Redação para explicar que o partido não está oficialmente participando do blocão. Ao ser informado que a legenda está sendo representada no grupo por Belarmino Nunes Filho, Machado esclareceu que o membro do PRB não tem legitimidade para falar em nome da legenda no município. 
 
Ele acrescentou ainda que não é contra o blocão, mas espera um convite formal da frente para levar a discussão para o partido. O presidente disse ainda que o PRB não se decidiu sobre os pré-candidatos do partido. Machado também negou que o vereador Oswaldo Maturano seja o pré-candidato do PRB a prefeito de Vila Velha. “Ainda não fechamos questão sobre os pré-candidatos a prefeito”, afirmou.

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