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Em resposta à investida do governo, chapa de Gilson Daniel deve anunciar debandada em massa

O grupo que apóia a candidatura do prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV) à presidência da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) deve se retirar em massa da chapa. A desistência coletiva seria em protesto à investida do governador Paulo Hartung (PMDB), que se colocou publicamente contra a chapa que desafia o adversário palaciano, o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB).
 
 
A chapa de Gilson Daniel deve anunciar, antes da votação desta terça-feira (28), que está fora da disputa. A chapa do prefeito de Viana sofreu grandes perdas nos últimos dois dias, inviabilizando sua permanência na disputa.
 
Gilson Daniel vinha resistindo às investidas, fazendo substituições dos nomes que não resistiram à pressão palaciana e pediram para sair. Gilson Daniel ainda buscou prefeitos substitutos para tentar assegurar o número exigido de 22 integrantes na chapa. Mas o grupo decidiu mudar de estratégia e o prefeito de Viana e os remanescentes devem deixar a disputa em definitivo.
 
A ideia é que o movimento unificado exponha a manobra palaciana sobre os integrantes da chapa, fragilizando a eleição por W.O. de Zanon. A estratégia do grupo tem sido a de deixar claro que houve pressão palaciana sobre os prefeitos para esvaziar a chapa de Gilson Daniel, por meio dos emissários do governador Paulo Hartung, que entrou na campanha de Zanon para continuar mantendo o controle sobre a entidade.
 
O governador vem medindo forças com a senadora Rose de Freitas (PMDB) e tenta jogar na parlamentar a iniciativa de ter politizado a disputa pela Amunes. Mas a candidatura de Gilson Daniel já estava colocada há meses e ele vinha construindo a campanha com os prefeitos do Estado. O Palácio Anchieta lançou mão da candidatura de Zanon entendendo que ela, por si só, seria suficiente para desmobilizar o grupo do prefeito do PV.
 
Mas ele não só vinha mantendo a candidatura, como estava em pequena vantagem na disputa, o que forçou o governo a adotar uma abordagem mais incisiva com os prefeitos que, segundo afirmam alguns interlocutores, apontavam para represálias futuras. Neste contexto, ficou inviável a permanência de Gilson Daniel na disputa.

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