Sexta, 19 Agosto 2022

Em Vitória, partidos começam a se alinhar para o segundo turno

Em Vitória, partidos começam a se alinhar para o segundo turno

Passado o primeiro turno das eleições municipais, fica a expectativa para a movimentação dos partidos voltada ao segundo turno nas grandes cidades. Em Vitória, por ser a Capital e ter sido palco de um primeiro pleito recheado de surpresas e grandes movimentações, essa expectativa é ainda maior. 

 
Os partidos para os quais as atenções estão mais voltadas são os da coligação de Iriny Lopes, candidata do PT à prefeitura, que obteve 18% dos votos válidos no primeiro pleito. Apesar de ter ficado muito aquém do esperado pelos seus correligionários, é a maior força a ser disputada no segundo turno. Além dos petistas, estão na coligação o PSB, o PCdoB, o PV e o PSD. O movimento natural desses partidos deve ser entrar no palanque do primeiro colocado na disputa, Luciano Rezende (PPS), já que a disputa é contra o maior adversário petista em âmbito nacional: o PSDB de Luiz Paulo Vellozo Lucas.
 
A informação que corre é de que alguns dos aliados do PT no primeiro turno, principalmente o PCdoB, o PV e o PSD, já teriam fechado o apoio a Luciano e preparam para os próximos dias a entrada oficial de suas figuras públicas nos palanques popular-socialistas.
 
O único que confirma oficialmente a tendência é o PCdoB. O presidente do diretório municipal do partido em Vitória, José Suzano, afirma que não há possibilidades de apoiar o candidato tucano no segundo turno e que seu partido está bem alinhado na estratégia de enfrentamento direto ao PSDB, caracterizado como uma das principais forças da direita do País. Mesmo assim, o comunista afirma que o partido ainda precisa tomar a decisão final. 
 
Suzano diz, ainda, que o PCdoB já participou de reuniões conjuntas com os outros partidos aliados do PT no primeiro turno. Nelas, segundo ele, não foi discutido um apoio em bloco a qualquer candidato no segundo pleito – teria sido feita apenas uma análise sobre todo o processo até agora. Apesar de o dirigente negar que já exista um alinhamento desses partidos com Luciano, fica no ar o possível apoio conjunto, dentro de uma estratégia maior.
 
Já o PSB, uma das maiores forças políticas do Estado, prefere adotar uma posição mais precavida, pelo menos por enquanto. Segundo o presidente do diretório municipal de Vitória, Cleber Guerra, os socialistas decidem até o fim de semana a posição para o segundo turno. Guerra diz que o partido está, desde segunda-feira (8), em um momento de discussões internas, de reuniões da executiva regional e municipal e entre os seus candidatos. Só depois de dar por encerrado este processo irá divulgar a sua posição.
 
O PT, obviamente, está mais cauteloso do que todos. Após um longo período (que ainda não se encerrou) de desgaste interno, revelado principalmente pelas disputas sobre lançar ou não candidatura própria e a reverberação da imagem do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) dentro do partido, fica mais difícil de ser tomada uma posição conjunta entre as forças internas e figuras públicas petistas. 
 
Cláudio Merçon Vieira, o Cacau, presidente do PT em Vitória, reverbera essa posição de cautela. Segundo ele, o partido costuma passar por um período de ampla discussão interna em momentos como este, assim como procura conversar com os aliados. Merçon diz que a posição petista para o segundo turno deve sair até o começo da semana que vem. 
 
Sobre a consideração de que o óbvio seria o partido declarar uma posição antitucana no segundo turno, o petista prefere novamente a cautela. “Não podemos dar nenhum posicionamento no calor do momento, precisamos discutir amplamente”, afirma ele. “Respeitamos e entendemos a posição do eleitorado de Vitória, e vamos pensar nisso para o segundo turno”.
 
Procurados, o PSD e o PV – que já estariam fechados com Luciano Rezende – não foram encontrados em seus contatos oficiais, assim como o PSDC, do candidato a prefeito Edson Ribeiro. O PRTB, de Montalvani, afirmou apenas que ainda nesta semana decide o seu posicionamento. O Psol, que teve Gustavo de Biase como candidato a prefeito, lançou uma nota pública em que afirma que “as eleições, para o partido, acabaram no dia 7 de outubro”, ou seja, não vai apoiar ninguém no segundo turno.

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