A eleição da Mesa Diretora da Assembleia continua aguçando a curiosidade dos meios políticos. O governo do Estado estaria disposto a emplacar o nome do secretário de Assistência Social do Estado, Rodrigo Coelho (PDT), que está retornando ao Plenário do Legislativo. O problema é que os deputados andam insatisfeitos com o corte nas emendas e também não se identificam como “associados” do fã-clube do pedetista.
O governo já tem uma estratégia para desarmar as resistências. Por um lado, o próprio Rodrigo Coelho vem conversando com os deputados, tentando se aproximar. Em outra frente, quem atua é o secretário-chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos da Fonseca.
Em meio a essa movimentação do segundo turno das eleições municipais, os deputados receberam a notícia de que o governo faria um corte de R$ 700 mil nas emendas dos deputados. Essa estratégia seria um chamariz para que os parlamentares pudessem conversar diretamente com o governo sobre os recursos que destinam às suas bases eleitorais.
O valor das emendas seriam usados para negociar a vaga, o que colocaria por terra a tentativa de Theodorico Ferraço (DEM) em tentar emplacar a quarta reeleição consecutiva para a presidência da Mesa Diretora. O governo até ajudou a aprovar o a PEC da Reeleição, mas no Plenário o sentimento dos deputados é de que o demista não terá apoio palaciano para mais um mandato.
Com o encerramento do processo eleitoral, a avaliação das lideranças é de que o desempenho de Ferraço nas eleições municipais não favorece suas articulações no Plenário. Além disso, o governador teria interesse em garantir o comendo da Casa a um aliado mais próximo e estável nessa segunda parte do mandato, até porque, se seu objetivo será o de disputar o Senado, pode entrar em rota de colisão com o filho de Ferraço, o senador Ricardo Ferraço (PSDB).

