O clima entre o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) e o líder do governo Gildevan Fernandes (PV) voltou a fechar na sessão desta segunda-feira (15) na Assembleia Legislativa. Isso porque Gildevan encaminhou pela rejeição do pedido de urgência o projeto do deputado Enivaldo que dispõe sobre a obrigatoriedade de auditorias trimestrais nos aparelhos utilizados para escuta telefônica.
Por maioria, o plenário acompanhou o encaminhamento do líder do governo. Na Justificativa do voto, Enivaldo dos Anjos afirmou que o guardião tem a proteção do líder do governo. “Interessa a ele a política do grampo”, disparou.
Enivaldo acrescentou que, ao encaminhar pela rejeição da urgência, o governo fica confessadamente incluído na suspeita. “O líder do governo está por trás disso”, acusou.
O deputado Sérgio Majeski (PSDB) apoiou a proposição do deputado e também criticou a forma como as matérias são tratadas sobre sua tramitação. “Votamos a urgência até para tirar o sal da mesa das pessoas, mas em matérias que buscam apurar assuntos, que, neste caso, afetam a nós mesmos, o líder do governo encaminha pela rejeição da urgência”, disse.
O líder do governo, Gildevan Fernandes, agradeceu o apoio do plenário à sua indicação e disse a Enivaldo que a decisão foi democrática e que ele precisa a aprender a respeitar a vontade da maioria e não “suas vontades”, com indicações que, segundo o deputado do PV, incorrem algumas vezes em vício de iniciativa. Quanto às acusações, Gildevan afirmou que são sem fundamento. Afirmou: “São apenas “devaneios”. Enivaldo retrucou, afirmando que “vicio é a invasão de delegacias. É vício de gestão”, disse.
Depois do bate-boca, o deputado Enivaldo dos Anjos pediu a baixada de pauta de vários projetos seus que estavam na Ordem do Dia. Neste sentido foi retirada da discussão o projeto que modifica competências da Mesa Diretora e outorga competência ao diretor-geral de Secretaria da Assembleia.
Outro projeto é o que modifica a competência da Mesa Diretora da Assembleia para gestão patrimonial e orçamentária e dá outras providências. Além desse, o projeto que altera diversos dispositivos do Regimento Interno referentes ao uso da palavra na Fase das Comunicações. E por fim o item 5, que acrescenta parágrafo terceiro e quarto ao art. 12 da Lei nº 5474/1997, que dispõe sobre o processo de Municipalização do ensino Público.

