O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) vem construído sua candidatura à prefeitura de Vitória com a disposição de ter como bandeiras temas que são tabu nos processos eleitorais da Capital, como a poluição e os danos à saúde dos cidadãos, promovidos pela Vale na cidade. Outro tema que também deverá causar polêmica, sobretudo para o prefeito Luciano Rezende (PPS), é o esquema de concessão de placas de táxis em Vitória, que o deputado vem desvelando da CPI dos Guinchos.
Mas para pôr esses temas na pauta de debate da campanha Enivaldo precisa antes vencer um obstáculo: encontrar espaço em meio a um cenário tomado por adversários que já dispõem de farta exposição: o atual prefeito Luciano Rezende tem a máquina na mão, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) conta o recall de ter governado a cidade por dois mandatos (1997 a 2004) e o deputado estadual Amaro Neto (Solidariedade) desfrurta de grande popularidade conquistada na apresentação do programa de TV Balanço Geral. Já Enivaldo dos Anjos vai apostar no perfil de político destemido e sem rabo preso. Imagem que vem construindo desde que chegou à Assembleia.
Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (9), o parlamentar avisa que isso não vai intimidá-lo em entrar na disputa, pelo contrário, fará que ele aposte em uma campanha mais criativa e agressiva, no sentido de ser direta, franca, sem rabo preso.
A ideia é atrair os adversários para os debates e forçar que eles façam seus posicionamentos sobre os temas que afligem a cidade, como a poluição, a segurança, entre outros.
Na entrevista, o deputado também aborda a necessidade de uma atuação mais enérgica do Ministério Público Eleitoral (MPE) durante a campanha. Ele suspeita que alguns candidatos vão criar meios para driblar a legislação e usar o poder econômico no pleito. Para o deputado, as empresas continuarão apostando em seus candidatos por outros meios, que vão muito além da doação legal de campanha, que impede a partir desta eleição a doação de recursos de empresas.

